31 de jul de 2009

Suplementos turbinam músculos, mas pedem moderação

Na maioria dos casos, alimentação é suficiente para alcançar resultados

Os suplementos alimentares estão em alta nas academias. Existem aqueles que prometem aumentar músculos, os que dizem dar mais energia e até os que afirmam eliminar as gordurinhas extras. Mas até que ponto eles são saudáveis e garantem resultados positivos?

"Os suplementos funcionam como um complemento da alimentação. Na maioria dos casos, são indicados para pessoas que apresentam uma carência muito grande de determinado nutriente", explica a nutricionista Camila Garcia, da equipe do setor de Nutrição Preventiva do Hospital do Coração, de São Paulo. "Mas, em geral, uma alimentação equilibrada já faz esse papel, seja para prática de exercícios ou para o dia a dia."

Além disso, os nutrientes mais encontrados nos suplementos podem ser repostos facilmente com um prato de comida bem montado. "A maioria dos suplementos são compostos de carboidratos, proteínas e aminoácidos, que são nutrientes presentes em quantidade suficiente dentro de uma alimentação saudável", diz Camila.

Mas, em alguns casos, eles precisam estar presentes, como explica o triatleta Fabio Keiti."Faz menos de um ano que comecei a fazer uso do suplemento BCAA. Ele protege meu sistema imunológico e ajuda a manter a massa muscular, graças à quantidade de vitaminas e proteínas. Minha alimentação é regulada, mas minha nutricionista resolveu incrementar a dieta já que alguns nutrientes e vitaminas estavam apresentando queda", explica.

Para ganhar músculos

Se o objetivo é ficar com mais músculos, o ideal mesmo é pegar no pesado. Não existe milagre. "Embora muitos suplementos aleguem o benefício de ganhar massa muscular, a única coisa que efetivamente aumenta os músculos é o treinamento. Uma alimentação adequada para o pré e pós-treino é o suficiente para atingir essa meta", explica. Consumir suplementos de proteína pode ajudar. Mas só quando existe uma deficiência do nutriente no organismo ou quando a pessoa não consegue adequar sua alimentação, por ocorrências do dia a dia, por exemplo. Mas, vale lembrar que só uma nutricionista pode fazer esse diagnóstico.

Já o personal trainer, Ivaldo Larentis afirma, que os suplementos também podem ser bem eficientes. "Existem pessoas que não conseguem consumir a quantidade necessária de proteínas no dia a dia, seja por restrições alimentares ou pela falta de tempo, por isso que os suplementos como o Isopro Whey, da Probiótica (o produto contém proteína isolada do soro de leite e não apresenta carboidratos) , podem apresentar resultados positivos", diz o especialista. "Sempre que meus alunos apresentam dificuldade na hora de ganhar músculos, sugiro uma consulta a um nutricionista", diz.

Para emagrecer

Melhor não se iludir e não atribuir às cápsulas o mérito por secar os quilinhos. "Os suplementos apresentam muita água na composição, fato que não afeta em nada a dieta. Além disso, os exercícios já colaboram para perda de peso, o que faz as pessoas acreditarem que seja um efeito decorrente dos suplementos", diz. "Para emagrecer, o melhor é aliar exercícios e uma dieta restrita em calorias".

Mas a nutricionista também sugere que alguns suplementos podem ajudar a aumentar o metabolismo do corpo, o que acelera o processo de perda de peso. "Alguns nutrientes, presentes em determinados suplementos, ajudam a acelerar o metabolismo, graças a quantidade de pó de guaraná, mas vale lembrar que essa mesmo substância exige moderação. Consumida em excesso, pode até levar a um ataque cardíaco", explica.

O tempo que cada pessoa leva para perder peso, mesmo com o adicional dos suplementos, depende exclusivamente da alimentação e da carga de exercícios que ela apresenta. "Eu gosto do Ripp ABS, da Probiótica, um produto elaborado com guaraná e mate enriquecido com vitaminas e minerais em cápsulas. Mas meus alunos só fazem uso dele depois de uma conversa com o nutricionista", ressalta o personal.

Para ganhar energia

Quer ganhar mais energia? Não precisa de suplementos, basta deixar o estresse de lado. "Os suplementos que garantem o aumento de energia precisam de indicações e prescrições médicas. Para aumentar a energia de um modo natural e saudável, basta manter uma alimentação adequada, exercícios regulares, sono de boa qualidade e controle do estresse", explica.

Mas, se está difícil se livrar dos problemas do dia a dia, converse claramente com a nutricionista, pois só ela pode indicar o suplemento ideal para você. "Em alguns casos (como pessoas que apresentam baixa ingestão de carboidratos), os suplementos para o aumento da energia podem ser utilizados. Mas vale lembrar, que eles devem ser ingeridos enquanto a nutricionista e o pacientes buscam outras alternativas para melhorar o caso", explica.

O personal Ivaldo Larentis diz que os suplementos para garantir energia são a base de vitamina C e vitaminas do complexo B. "A maioria dos suplementos se resumem nessas vitaminas, mas outros apresentam carboidratos com índice glicêmico para uma mais rápida reposição de glicogênio muscular (a fonte de energia armazenada nos músculos)."

Os perigos do uso sem prescrição

O uso de suplementos sem indicação médica oferece diversos riscos para a saúde. Entre eles, o fígado e os rins estão na lista dos pontos mais prejudicados, já que a maioria dos suplementos apresentam uma grande quantidade de proteínas que sobrecarregam esses órgãos. "Em excesso, os suplementos podem levar ao ganho de peso e gordura corporal. Isso acontece porque, quando combinados a uma alimentação inadequada, eles aumentam a quantidade de calorias que não conseguem ser revertidas para massa muscular, principalmente, se existe a sobrecarga de nutrientes, como as proteínas", explica a nutri.

"Suplementos só devem ser utilizados sob orientação profissional. Existem muitas fórmulas com diversos ingredientes. Deve-se avaliar qual é a real necessidade de sua utilização. Existem pessoas, por exemplo, que apresentam dificuldade de quebra de comidas e absorção de nutrientes; essas sim devem fazer a utilização dos suplementos alimentares", explica.

30 de jul de 2009

Aero Jump. Adriana Cavalheiro, Ícaro de Barros e Marcelo Fonseca.

Como todos sabem, Adriana Cavalheiro e Ícaro de Barros são os criadores do método Aero Jump.


Futebol americano ganha espaço nas praias do Rio

Esporte mais popular dos EUA cresce a cada ano no país. Estado tem campeonato organizado e jogador atrás dos mil touchdowns

Nas praias do Rio, capacetes, ombreiras sapatos especiais são acessórios dispensados. Além disso, as medidas do campo também são diferentes da disputa original. A bola, porém, é a mesma, e, mesmo de longe, não tem como se enganar. Principal esporte dos EUA, o futebol americano tenta conquistar no Brasil a mesma popularidade que tem na terra do Tio Sam.

Disputado no Brasil desde o meio dos anos 80, o futebol americano tem ganhado força no país nos últimos anos. A Associação de Futebol Americano do Brasil organiza dois campeonatos oficiais: no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. E é nas praias cariocas que o esporte tem conquistado mais fãs e adeptos. O Carioca Bowl, que acontece desde 2000, reúne 12 equipes do estado, que se enfrentam nas areias de Botafogo, Copacabana e Barra da Tijuca.

Fundado em 2003 por jogadores do extinto Rio Guardians, primeiro time oficial do esporte no país, o Piratas de Copacabana é uma das maiores equipes da competição. Com 60 jogadores no elenco, o grupo tem atletas de todas as classes sociais, alguns descobertos no trabalho social feito na comunidade da Ladeira dos Tabajaras, no mesmo bairro.

Fundador e um dos jogadores mais antigos do grupo, o middle linebacker Rodrigo Tavares acredita que o esporte tem tudo para ganhar força no país.

- O futebol americano tem muita chance de crescer no Brasil. Embora muita gente pense se tratar de um esporte elitista, ele dá acesso a pessoas de todas as classes sociais. E, principalmente, o brasileiro tem muito poder de adaptação. Apesar de ter a mesma filosofia do esporte jogado lá fora, a gente teve de mudar algumas coisas aqui, como os acessórios e algumas regras – afirmou.

Considerado por muitos um esporte violento, o futebol americano disputado nas praias cariocas não deixa de lado o contato físico, característica forte da prática nos EUA. Para Merlin Calazans, wide receiver dos Mamutes, outra equipe da competição, a inteligência é o principal diferencial.

- No Brasil, ainda tem muita discriminação com o esporte, muito preconceito, por causa da violência. Eu mesmo era assim, quando não conhecia. Mas descobri que, apesar da força, é a inteligência que vale. É um dos esportes mais completos que conheço.

Técnico e presidente do Piratas, Carlos Januário, o Lynho, é um dos atletas pioneiros do esporte no Brasil. Ele, inclusive, tem uma meta pessoal, inspirada em um craque de outra modalidade, Romário. Com 999 touchdowns em sua conta, ele espera chegar ao milésimo em breve. Para ele, porém, ainda falta divulgação da prática no país.

- Com certeza, tem muito a crescer. O brasileiro se adapta fácil aos esportes. O que falta é divulgação. O futebol americano tem crescido a custa do boca-a-boca.

Uma das descobertas do Piratas na Ladeira dos Tabajaras, Hernandes de Souza tem o porte de um perfeito jogador de futebol americano dos EUA. Tanto que ganhou dos companheiros o apelido carinhoso de Massa. Ele brinca que o esporte no Brasil só deixa a desejar em um ponto ao original: os altos valores e salários envolvidos.

- Eu até brinco com meus amigos. Quem sabe, daqui a uns anos, eu não converse com meus netos e conte que eu fui um dos pioneiros no Brasil? Não tenho dinheiro, mas tenho histórias. Aqui, por enquanto, é só gastar. Uniformes, remédios, mensalidade na associação... Mas vale a pena – afirmou.

O Botafogo Reptiles é o atual campeão do Carioca Bowl. Na temporada deste ano, os Piratas lideram o grupo A da competição.

29 de jul de 2009

Fórmula FCmáx = 220 - idade é valida?

Toda pessoa habituada a praticar algum tipo de atividade física, certamente já ouviu falar na fórmula 220 – idade. Muito usada para calcular a frequência cardíaca máxima (FC max) e depois estabelecer porcentagens a serem respeitadas para obter benefícios, seja melhorar a condição física ou emagrecer. Além disso, diversos exames físicos também a utilizam para realizar cálculos a respeito da porcentagem máxima de frequência cardíaca atingida nos testes.

A fisiologia do exercício utiliza a fórmula desde o final da década de 30 e ela é frequentemente citada em livros técnicos, revistas e outras publicações. Nunca, porém, explica-se o estudo original que chegou a esta equação.

Apesar de amplamente aceita, a fórmula em questão vem sendo questionada há mais de duas décadas por diversos fisiologistas, por apresentar uma margem de erro grande ao estimar a FCmax. Em geral, os estudos verificaram um erro que varia de 7 a 11 batimentos por minuto, para cima ou para baixo.

Uma leitura mais aprofundada sobre a história desta fórmula mostra que o cálculo não foi construído a partir de um estudo específico, mas através de observações baseadas em levantamentos e anotações científicas não publicados.

Um pesquisador chamado Karvonen teria sido o “inventor” da fórmula 220-idade, mas ele mesmo, ao ser contatado em 2000 por uma publicação científica, declarou que nunca havia concluído qualquer estudo a respeito. Indicou outro pesquisador que havia sido o mentor deste cálculo, doutor Astrand.

Este também foi procurado para prestar esclarecimentos e, da mesma forma, afirmou que não havia publicado nenhum dado que tivesse apresentado esta fórmula. Doutor Astrand comentou que em seus estudos, a fórmula 220-idade chegava a valores próximos de outras equações para a mesma finalidade. O erro destas, no entanto, também seria consideravelmente alto (+-10 batimentos por minuto).

Ou seja, devido à pouca clareza a respeito da origem desta fórmula, e sua precisão duvidosa, não deveríamos adotá-la como ponto de partida para determinar faixas de treinamento cardiorrespiratório.

28 de jul de 2009

Envelhecimento, atividade física e saúde

Os efeitos do envelhecimento na aptidão física e capacidade funcional (Parahyba et al., 2005; MCGUIRE et al, 2007) têm sido bem descritos na literatura científica. Um dos efeitos do processo do envelhecimento no ser humano é a diminuição do nível de atividade física (INGRAM, 2000; AL-HAZZAA, 2007). Dados do Estado de São Paulo (MATSUDO et al, 2002) evidenciaram que o nível de sedentarismo se manteve constante (5,4% a 9,6%) nos grupos de 15-29, 30-49, 50-69 e mais de 70 anos de idade.

Os dados do Projeto “Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física” (coordenado pelo Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul - CELAFISCS desde 1997) sugerem que mulheres envolvidas regularmente em atividade física mantêm o perfil antropométrico estável durante o processo de envelhecimento independente da idade cronológica (MATSUDO et al., 2002). Ao verificar a evolução de nível de atividade física das pessoas com mais de 50 anos (MATSUDO et al., 2006) foi observado que a prevalência de pessoas ativas aumentou 61% aproximadamente, enquanto a de irregularmente ativas diminuiu 60,0%.

Os dados sugeriram que a intervenção de um programa de atividade física como o Agita São Paulo pode contribuir para aumentar o nível de atividadefísica da população acima de 50 anos.

Atividade Física, Capacidade Funcional e Longevidade

Os efeitos benéficos da prática regular da atividade física no mesmo processo têm sido amplamente estudados (MATSUDO et al., 2000; NELSON et al., 2007) e incluem:

Efeitos antropométricos:
– controle ou diminuição da gordura corporal;
– manutenção ou incremento da massa muscular, força muscular e da densidade óssea;
– fortalecimento do tecido conetivo;
– melhora da flexibilidade.

Efeitos metabólicos:
– aumento do volume de sangue circulante, da resistência física em 10-30% e da ventilação pulmonar;
– diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáxima e da pressão arterial;
– melhora nos níveis de HDL (lipoproteínas de alta densidade) e diminuição dos níveis de triglicérides, colesterol total e LDL (lipoproteínas de baixa densidade), dos níveis de glicose
- diminuição de marcadores anti-inflamatórios associados às doenças crônicas não transmissíveis;
– diminuição do risco de doença cardiovascular, acidente vascular cerebral tromboembólico, hipertensão, diabetes tipo 2, osteoporose, obesidade, câncer de cólon e câncer de útero.

Efeitos cognitivos e psicossociais:
– melhora do auto-conceito, auto-estima, imagem corporal, estado de humor, tensão muscular e insônia;
– prevenção ou retardo do declínio das funções cognitivas;
– diminuição do risco de depressão;
– diminuição do estresse, ansiedade e depressão, consumo de medicamentos e incremento na socialização.

Efeitos nas quedas:
– redução de risco de quedas e lesão pela queda;
– aumento da força muscular dos membros inferiores e coluna vertebral;
– melhora do tempo de reação, sinergia motora das reações posturais, velocidade de andar, mobilidade, e flexibilidade.

Efeito terapêutico:
– efetivo no tratamento de doença coronariana, hipertensão, enfermidade vascular periférica, diabetes tipo 2, obesidade, colesterol elevado, Osteoartrite, claudicação e doença pulmonar obstrutiva crônica;
– efetivo no manejo de desordens de ansiedade e depressão, demência, dor, insuficiência cardíaca congestiva, síncope, acidente vascular cerebral, profilaxia de tromboembolismo venoso, dor lombar
e constipação.

Um dos aspectos mais fascinantes é a relação entre o exercício, atividade física e a longevidade (SUNDQUIST et al., 2004; MANINI et al., 2006; INOUE et al., 2006) sendo que os estudos mostram de forma geral que os indivíduos que eram fisicamente ativos apresentam um menor risco de mortalidade por todas as causas do que os fisicamente inativos. Da mesma forma, foi encontrado que o nível de condicionamento físico em idosos é um fator preditor de mortalidade independente da adiposidade abdominal ou total (SUI et al., 2007). Alguns estudos têm procurado verificar a relação entre o nível de atividade física e a capacidade funcional e outros parâmetros de saúde (CAWTHON et al., 2007; SHUMWAY-COOK et al., 2007; MALMBERG et al., 2006; BOYLE et al., 2007; PATEL et al., 2006).

As conclusões mostram que a AF no tempo livre realizada em pouca quantidade, em intensidade leve duas vezes ou mais na semana e de atividades de condicionamento realizadas menos de três vezes por semana foram associados com maior risco futuro de dificuldades na mobilidade de adultos e idosos. O risco de doença de Parkinson também tem sido associado à atividade física. Estudo com mais de 125.000 sujeitos (CHEN et al., 2005) mostrou que a atividade física na idade adulta jovem foi inversamente relacionada com o risco de Parkinson (60% menos risco nos homens que realizavam atividade física vigorosa mais de 10 meses por ano).

Um dos dados mais intrigantes da relação da atividade física e longevidade veio da evidência que o estilo de vida sedentário tem um efeito no cumprimento dos telômeros dos leucócitos e, portanto, pode acelerar o processo de envelhecimento (CHERKAS et al., 2008). Com base em todos os dados expostos anteriormente podemos inferir que as evidências epidemiológicas disponíveis sugerem fortemente uma associação inversa entre atividade física e mortalidade. Dessa forma, os dados apóiam a necessidade do estímulo da atividade física regular especialmente após os 50 anos de idade, visto que é a manutenção da atividade física regular ou a mudança a um estilo de vida ativo que tem um impacto real na saúde e na longevidade.

Atividade Física e Saúde Mental

As evidências destacam o impacto positivo da atividade física regular em aspectos cognitivos, na saúde mental e bem estar geral do individuo durante o processo de envelhecimento. Alguns destacam o efeito da atividade física, mais especificamente da caminhada, na diminuição do risco de demência vascular (RAVAGLIA et al., 2007) entre outros, assim com a existência de menor declínio cognitivo naqueles com hábitos saudáveis (BARNES et al., 2007).

O exercicio pode elevar o BDNF (brain-derived neurothropic factor) e outros fatores de crescimento, estimular a neurogênese, mobilizar a expressão de genes que beneficiam o processo de plasticidade cerebral, aumentar a resistência do cérebro ao dano, melhorar a aprendizagem e o desempenho mental (COTMAN 2002). Alguns estudos experimentais demostraram o efeito do exercício na regeneração axonal de neurônios (MOLTENI et al., 2004) e na indução de neurogênese (PEREIRA et al., 2007) O efeito de treinamento de força muscular na cognição de idosos também tem sido analisado por alguns autores (LACHMAN et al., 2006; ROGERS, 2008; FERRIS et al., 2007; LEVINGER et al., 2008; ROLLAND et al., 2007). Os achados destacam a relação entre a perda de força muscular e o risco de demência e Doença de Alzheimer, mas, por outro lado, apontam o impacto positivo do aumento de força muscular na memória e nas funções cognitivas.

Orientação da Atividade Física

A recomendação de atividade física para a saúde durante o processo de envelhecimento ou para o idoso segue as mesmas linhas de recomendação para a população geral (NELSON et al., 2007; PATE et al., 1995). A recomendação de atividade física e Saúde Pública no idoso enfatiza quatro aspectos chave para a promoção de um envelhecimento saudável:

1. Atividades aeróbicas: para a promoção e manutenção da saúde o idoso deve realizar atividades aeróbicas de intensidade moderada pelo menos 30 minutos diários em cinco dias da semana que tem sido a recomendação usada desde 1996 pelo Programa “Agita São Paulo”.

2. Fortalecimento muscular: exercícios com peso realizados em uma série de 10-15 repetições, de 8 a 10 exercícios que trabalhem os grandes grupos musculares, de dois a três dias não consecutivos.

3. Flexibilidade: atividades de pelo menos 10 minutos com o maior número de grupos de músculos e tendões, por 10 a 30 segundos; em 3 a 4 repetições de cada movimento estático, todos os dias de atividades aeróbicas e de fortalecimento.

4. Equilíbrio: exercícios de equilíbrio três vezes por semana.

Conclusão

A atividade física regular tem um papel fundamental na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, melhor mobilidade, capacidade funcional e qualidade de vida durante o envelhecimento. É importante enfatizar, que tão importante quanto estimular a prática regular da atividade física aeróbica, de fortalecimento muscular, do equilíbrio, as mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo são parte fundamental de um envelhecer com saúde e qualidade.


Sandra Matsudo
Exercício Físico e Envelhecimento
Doutora em Ciências pela UNIFESP – Depto Reabilitação. Coordenadora Geral do Celafiscs. Autora dos Livros: Exercício e Envelhecimento e Avaliação Fisica e Funcional do Idoso

27 de jul de 2009

Pilates é alongamento?

Muitas vezes pessoas curiosas a respeito do Pilates me perguntam se a técnica se refere a exercícios de alongamento. Essa dúvida me deixa contente, afinal, as pessoas vêem o alongamento como algo positivo.

Elas associam sua situação de rigidez - “Eu sou muito duro!”- diretamente a falta desta capacidade muscular.

Abdallah Achour Jr. Em seu livro Alongamento e Flexibilidade nos fala o seguinte: Não se importe com a conquista de flexibilidade, mas sim com a melhoria na capacidade de movimento.
E, quando falamos em praticar Pilates, estamos falando, justamente, em capacidade e organização de movimento.

De maneira geral não utilizamos o alongamento estático – ou seja, manter o aluno numa posição em que se tenha o afastamento das origens de um determinado músculo ou grupo muscular por um tempo determinado até que haja uma resposta plástica da musculatura.

Até é possível no nosso ambiente, assim como no da Musculação, Ginásticas, Natação, etc; propor, em determinados casos, se o professor achar conveniente, um momento deste tipo.
Mas não é esse o objetivo e nem umestratégia usual da aula de Pilates.

Nosso trabalho consiste em oferecer situações de alongamento dinâmico, feitos com leveza, dentro da amplitude fisiológica, considerados funcionais nos movimentos diários. Nesse caso a intenção não é atingir os componentes plásticos do músculo para aumentar a flexibilidade, mas sim os componentes elásticos, garantindo a funcionalidade na amplitude dos movimentos.

Quando uma articulação tem seu arco de movimento limitado, começam a haver compensações. Por exemplo, se houver restrição na flexão do ombro, um indivíduo poderá ter em atividades como se pentear ou tomar banho, aumentada a concavidade na coluna lombar.

Importante ressaltar que o maior número de lesões ocorre nos extremos das amplitudes de movimento. Desta forma, quanto menor a amplitude, mais próximos estaremos, a cada gesto, dessa zona de lesão e, de forma inversa, quanto maior nossa amplitude articular dentro de uma zona fisiológica saudável, menos expostos estaremos a uma lesão.

Outro fator a se considerar é que existe necessidade de carga na cápsula articular para que as propriedades bioquímicas e mecânicas do colágeno se mantenham saudáveis. Caso contrário haverá uma rápida deterioração da articulação que ficará mais suscetível a lesões.

Novamente o ambiente de Pilates entra como forte aliado na melhoria e manutenção da capacidade dos movimentos. Existe uma série de exercícios que associam a amplitude articular fisiológica com descarga de peso.

por Silvia Gomes (Educadora física especialista em Biomecânica e instrutora de Pilates_

26 de jul de 2009

Professor não crê no êxito dos alunos, indica pesquisa

São Paulo - O estudo Violência e Convivência nas Escolas, realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), aponta que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, só 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral, afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.

Para a educadora Guiomar Namo de Mello, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. É uma atitude fatalista, mas com uma base muito clara na realidade que ele vê todos os dias. Talvez ele simplesmente não encontre saída na circunstância em que está. A educadora alerta que essas posições podem levar a um círculo vicioso - uma profecia que se autorrealiza.

E uma outra pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pode ajudar a entender esse círculo. O levantamento mostra que o principal motivo da evasão escolar de adolescentes é a falta de interesse. Dos jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola, 40,1% deixaram por desinteresse. O trabalho é motivo para 27,1%; atualmente o ensino médio tem a maior taxa de evasão da educação básica - 661 mil estudantes entre 2005 e 2007. Entre 2004 e 2006, o número total de matriculados nas três séries caiu 2,9%, apesar de só 44% dos jovens de 15 a 17 anos, a idade correta, estarem matriculados.

25 de jul de 2009

O sedentarismo é melhor que a atividade física?

A atividade física, quando feita de maneira inadequada, pode trazer riscos à saúde? Correto. Então, o melhor a fazer é abraçar o sedentarismo? Não – respondem em uníssono os especialistas. Vejamos os números: em uma corrida, por exemplo, o risco de morte por ataque cardíaco é sete vezes maior; porém, homens em boa forma possuem 50% menos chances de sofrer ataque cardíaco do que os sedentários, segundo estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association, em 1982. Os sedentários e os chamados atletas de fim de semana, na opinião dos médicos, precisam redobrar a atenção. “O problema dos atletas de fim de semana é que o corpo não está preparado para realizar uma determinada intensidade de trabalho. Assim, o exercício se torna um gatilho de um evento cardíaco, que pode ser a própria parada cardíaca e a morte súbita”, analisa o cardiologista Nabil Ghorayeb.

O fisiologista e médico do esporte Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), acrescenta que os benefícios não são alcançados para aqueles que fazem exercícios somente de fim de semana. “A pessoa que faz exercício no sábado, por exemplo, deveria repetir a atividade na segunda-feira, para dar sequência no processo supercompensação”, explica. “Se ela não repetir o exercício, não dá sequência ao trabalho e não melhora a condição física”, fala o fisiologista.

Outro ponto levantado pelos especialistas são os exames e avaliações periódicas. “Consulta tem que ser feita por um médico e não por avaliador de academia”, sentencia Ghorayeb. “Quanto mais específica for a avaliação, mais seguro será o resultado para uma prescrição de atividade física”, orienta Marcio Marega, educador físico e fisioterapeuta Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Ele recomenda a consulta a educadores físicos a cada três meses para fazer uma reavaliação da atividade realizada. A visita ao médico, segundo educador físico, pode ocorrer a cada seis meses, para os sedentários, e um ano, para os mais ativos.

24 de jul de 2009

Versão saudável de "Pac Man" ajuda a escolher alimentação correta

Crianças testaram game que indicava comida mais adequada.


Após jogo, garotos tinham mais tendência a escolher lanche nutritivo.


Os videogames já foram acusados de atrapalhar o desenvolvimento e frequentemente são causa de brigas em família. Desta vez, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram uma utilização positiva para os games, especialmente os online.



Com as taxas de utilização da internet crescendo entre as crianças, muitas passam horas jogando games online. Cerca de dois terços das crianças que responderam a uma pesquisa sobre o tema relataram usar esse tipo de jogo. Pois bem. Os especialistas resolveram criar um jogo destinado a crianças com idades entre 10 e 12 anos que pudesse melhorar sua alimentação e prevenir a obesidade infantil.



O jogo usava personagens e cenários de um tradicional jogo de fliperama, o Pac Man. Só que dessa vez os pontos são ganhos quando a criança leva o personagem a fazer boas escolhas nutricionais. Frutas e vegetais são premiados, enquanto refrigerantes, doces e salgadinhos fazem o participante perder pontos. Um grupo de 30 crianças de cinco escolas em Washington fizeram parte da experiência. As crianças eram de áreas da cidade onde há altas taxas de obesidade infanto-juvenil.



Foram divididas em 3 grupos. Um brincou com o jogo Pac Man tradicional, outro grupo usou a versão de escolhas saudáveis e um terceiro serviu de controle. O grupo controle escolheu seu lanche, que consistia de salgadinhos e refrigerantes. Os grupos dos jogos foram lanchar após horas de brincadeiras na internet.



Os pesquisadores puderam observar que, das crianças que usaram o jogo das escolhas nutricionais, 90% escolheu pelo menos um alimento saudável para o lanche, comparadas a somente 60% do grupo do jogo tradicional. Comprovando o efeito benéfico do jogo saudável, o grupo controle, que não usou jogo algum, fez escolhas semelhantes àquelas do grupo do jogo tradicional. Essa pesquisa mostrou que tecnologias tão criticadas quanto a dos videogames podem ser utilizadas de forma criativa e educacional.



por Luis Fernando Correia

23 de jul de 2009

Comissão aprova restrições para conselhos de EF, mas faltam 03 análises

A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta quarta o Projeto de Lei 1371/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que determina que os conselhos regionais e federal de Educação Física não podem fiscalizar e nem exigir o registro de profissionais de dança, capoeira, ioga, artes marciais e pilates.

Para o relator da proposta, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que é formado em Educação Física, a atuação dos conselhos é equivocada do ponto de vista cultural.

Na sua avaliação, há uma nítida diferenciação no ensino dos profissionais de dança, que é feito em suas faculdades específicas, e os conteúdos que são desenvolvidos nas escolas de educação física no tocante à dança e às atividades corporais.

Nova regulamentação

"São duas questões distintas. Acho que fizemos justiça e estamos reconhecendo agora a necessidade do próximo desafio: que é desmembrarmos a lei que regulamenta a profissão de artista, que tem mais de 40 anos, com uma nova proposta de lei para a profissionalização da dança no Brasil", informou o deputado. "É um compromisso que nós temos e vamos apresentar a partir de agosto."

Profissionais da dança que acompanharam a votação aplaudiram a aprovação da proposta. A principal queixa desses profissionais é a de que os fiscais dos conselhos buscam fechar academias de dança porque os profissionais não são formados em educação física.

Tramitação

O projeto ainda será analisado, de forma conclusiva, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

22 de jul de 2009

Academias criam estratégia para o frio

Empresas apostam em aulas em grupo e relacionamento para enfrentar o inverno

Não são apenas as temperaturas que caem com a chegada do inverno: a freqüência nas academias e nos parques também. Nos meses mais frios, muitos acabam trocando a prática de esportes por cobertor, lareira e um bom filme. Por isso, as academias enfrentam um período de menor procura.

"O que costumamos fazer é priorizar as atividades mais dinâmicas e realizadas em grupo", afirma André Campos, professor da Runner e diretor técnico da assessoria esportiva AC Performance. Entre as aulas destacam-se as de ciclismo indoor e de circuito, em que são mescladas ginásticas e exercícios nas esteiras.

André afirma que, para vencer o frio, muitos se apoiam nos treinos coletivos, como os realizados fora dos ambientes das academias, como em um parque. Quem também aposta nas relações sociais para manter os alunos é a Bio Ritmo Academia. "Tentamos fazer com que os alunos arrumem um motivo a mais para vir treinar", diz Marines Pereira, diretora de marketing. Em junho, por exemplo, haverá aulas especiais para os casais em função do Dia dos Namorados. A Bio Ritmo também criou uma espécie de programa de milhagem em que são premiados os alunos que mais freqüentam as aulas nos meses mais frios.

21 de jul de 2009

Conheça as regras de etiqueta na academia e as reclamações mais comuns

Tão grande quanto a variedade de exercícios oferecidos nas academias são as reclamações de alunos quando se trata do comportamento dos colegas. Afinal, em um mesmo ambiente estão reunidas pessoas dos mais variados perfis, que podem ter como único ponto comum a busca por um corpo mais saudável. UOL Estilo ouviu profissionais de quatro diferentes academias para saber quais são os problemas mais frequentes de relacionamento durante a malhação, e a conduta de etiqueta mais recomendável para evitar problemas. Confira abaixo e vote na enquete sobre o que mais incomoda na academia:

Equipamento desorganizado: Ao terminar a atividade física, especialmente na musculação, muita gente não se preocupa em guardar o material usado no local correto, deixando halteres pelo chão ou anilhas nos equipamentos. Resultado: o trabalho acaba sobrando para o próximo usuário, que muitas vezes arca com um peso muito maior do que o que está acostumado para poder liberar o espaço e fazer seu exercício. Ainda que os professores tentem deixar tudo no lugar, nos horários de pico nem sempre isso é possível, por isso é "educado" devolver os itens ao seu local de origem.

Suor alheio: Tão desagradável quanto carregar o peso dos outros, é usar um equipamento e se deparar com o suor do usuário anterior. O uso de uma toalha durante a atividade física já serve para contornar esse problema. Mesmo na esteira vale a pena levar o acessório, pois o suor pode respingar em quem estiver correndo ao lado. Muitas academias dispõem de um paninho ao lado do equipamento para que o aluno deixe o local limpo ao sair. Não custa usar.

Atrasos nas aulas: Um atraso de 10 minutos pode parecer insignificante, mas em uma aula, já é o suficiente para atrapalhar a concentração de quem estava ali desde o início, já acomodado com os equipamentos necessários e informado pelo professor sobre a atividade que será feita. Fisiologicamente falando também é ruim para o atrasado em questão, que acaba perdendo o aquecimento e as instruções iniciais, e fica sem saber direito o que está sendo realizado, podendo fazer exercícios incorretamente. Em caso de atraso, melhor optar por outra atividade aberta, até o horário da próxima aula.

Celular na hora errada: O simples ato de atender o telefone durante qualquer aula atrapalha tanto os demais alunos como o professor. Atender e ainda ficar conversando dentro da sala é o ápice de falta de educação. Se houver uma urgência que exija manter o celular ligado, o melhor é deixá-lo no modo vibrar e, caso toque, pedir licença e sair para atender, como costuma ser feito em reuniões de trabalho. É mais civilizado e não incomoda tanto.

Cheiros bons e ruins: Após um dia de trabalho, não é incomum exalar um cheiro ruim durante o treino. O problema é acreditar que as outras pessoas não estão sentindo, ou não se importar com isso. Vale a pena reforçar o desodorante, usar sempre roupas limpas e, se o caso for grave, tomar uma chuveirada antes da atividade física. Também há o lado oposto: aqueles que se produzem tanto para ir a academia que acabam exalando perfume até três esteiras adiante, sufocando quem tenta respirar enquanto corre. Em se tratando de academia, o melhor é evitar cheiros fortes, sejam eles ruins ou bons.

Tagarelice: Malhar com amigos ou fazer amizades na academia é um grande estímulo para manter a rotina de atividade física. Só é importante ter em mente que as demais pessoas que estão no local provavelmente não se interessam em participar da sua conversa. Vale a pena ficar ligado no tema da conversa (para não constranger quem está em volta), o volume do papo (para não competir com a música ambiente e com os professores). É importante também prestar atenção se a pessoa com quem você está puxando papo quer realmente interagir naquele momento, ou está tentando se concentrar nos exercícios.

Comedimento no vestiário: O vestiário da academia não é o banheiro da sua casa. Evite ficar pelado em situações em que isso não é absolutamente necessário, andando de um lado para o outro nu enquanto seca o cabelo, por exemplo. Um pouco de decoro é aconselhável para evitar constrangimentos. Também é de bom tom distribuir seus pertences pessoais em um espaço razoável, sem ocupar toda a extensão dos bancos ou da pia.

Revezamento de equipamentos: Se negar a revezar o equipamento é visto com muita antipatia pelos frequentadores de academia. Afinal, ajustar o aparelho novamente leva poucos segundos, e assim não se impede que outras pessoas possam dar continuidade aos seus exercícios durante a pausa necessária entre uma série e outra. Agora, ficar conversando no equipamento, pessoalmente ou no celular, enquanto os outros esperam para usá-lo, é uma falha imperdoável.

Piscina limpa: Os alunos de atividades aquáticas passam periodicamente por um exame médico obrigatório para ganhar o direito de frequentar a piscina. Entre um exame e outro, podem surgir problemas, como uma micose conquistada na praia, ou um machucado que exija um curativo adesivo. Para não contagiar outros alunos, e não passar pelo mico de ver um ferimento exposto enquanto o curativo sai boiando pela piscina, é mais recomendável evitar a atividade aquática durante um período, e adotar outros exercícios a seco nessa temporada.

Furando fila: Em algumas academias, aulas de running ou spinning podem ser tão concorridas que é preciso organizar uma fila de espera para atender todos os alunos, devido ao número limitado de equipamentos na sala. Assim, na hora de colocar o nome na lista disponível na recepção, nada de riscar o nome de outra pessoa para incluir o próprio. Além de pegar super mal, uma hora os professores podem descobrir e barrar a entrada do impostor na aula, tornando o vexame público.

20 de jul de 2009

Hormônio eritropoietina (EPO) pode ajudar a emagrecer, diz estudo

A eritropoietina (EPO), um esteróide anabolizante ilegal para os esportistas, pode servir como poderoso agente emagrecedor, segundo uma pesquisa feita na Dinamarca e publicada nesta quinta-feria pela revista científica Videnskab.dk.

No estudo, também publicado pela revista internacional PLoS ONE, os pesquisadores do hospital universitário de Copenhague compararam o peso de ratos de um grupo de controle ao peso de outros que haviam tomado EPO. Os cientistas constataram que o segundo grupo engordou apenas a metade do peso do primeiro, ingerindo a mesma quantidade de alimento.

Enquanto os ratos do grupo de controle ganharam 13 g em 12 semanas, passando de 22 para 35 g, os que tomaram EPO ganharam apenas 7 g, chegando a 29 g. "Nossos resultados demonstram que a EPO é um emagrecedor muito eficiente, de acordo com estas experiências com cobaias", destacou Pernille Hoejman, que participou do trabalho.

"A EPO aumenta a capacidade de queimar gorduras nos músculos nos ratos (...), e podemos inferir que possui o mesmo efeito no metabolismo dos seres humanos", explicou. No entanto, alertou para os efeitos nocivos da EPO em seres humanos quando utilizado como emagrecedor. Para começar, esta propriedade não ficou de todo comprovada; em segundo lugar, a EPO tem efeitos colaterais nefastos, como "o aumento do risco de hipertensão arterial e de embolia cerebral e cardíaca".

"O desafio será fabricar uma molécula de EPO artificial que não faça aumentar de maneira explosiva o número de glóbulos vermelhos e ao mesmo tempo mantenha a propriedade de eliminar efetivamente as gorduras" acumuladas no corpo humano, indicou Hoejman.

19 de jul de 2009

Bolacha água e sal pode engordar mais do que pão

Segundo estudo do ProTeste, apesar de mais calórico, um pão francês é mais saudável tem menos gorduras do que cinco biscoitos

Segundo nutricionistas em parceria com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, trocar pão por biscoito água e sal ou cream cracker objetivando perder peso é um erro. Apesar de mais calórico, um pão francês (ou dois de forma) é mais saudável e engorda menos do que cinco biscoitos.

A nutricionista Gisele Magalhães explica que há outros fatores que contam para o ganho de peso - entre eles, a presença de fibras e gordura. “Além de benéfica para o funcionamento do intestino, as fibras diminuem absorção de gordura.”

No caso dos pães, há mais fibras e menos gordura do que nos biscoitos, embora o número de calorias seja maior. Outra vantagem dos pães: a sensação de saciedade é maior do que a sentida ao comer os biscoitos. A pesquisa da Pro Teste avaliou 15 marcas de biscoitos. Segundo a nutricionista da Pro Teste, Manuela Dias, cerca de seis biscoitos (30 gramas) água e sal pode ter 1,2 g de gordura trans e o cream cracker, 1,4 g.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo dessa gordura não seja maior que 2 g por dia. “É difícil evitar a gordura trans hoje”, diz ela. “E, se em apenas seis biscoitos consome-se mais da metade, o risco de ultrapassar os 2 gramas é muito alto.”

O estudo também revelou que a quantidade de sal ultrapassou em duas marcas na porção de 30 g ultrapassou o recomendado. A nutricionista da Pro Teste culpa a falta de regulamentação do setor alimentício para os altos índices de sal e gordura trans. “A legislação é muito permissiva e não estabelece limites.”

18 de jul de 2009

Cardiologista alerta que hipertensão piora nos dias frios

São Paulo - Quem sofre de hipertensão deve estar atento no inverno: o aumento da poluição do ar nesta época do ano agrava os sintomas da doença. Isso ocorre pela ação de gases tóxicos e material particulado emitidos pelos veículos movidos a combustíveis como gasolina e diesel. A conclusão é do cardiologista Abrão José Cury Jr., do Hospital do Coração. Segundo ele, no inverno, o número de hipertensos que procuram hospitais aumenta em até quatro vezes. Eles se queixam de elevação da pressão arterial, desconforto respiratório, tontura, angina e dor de cabeça.

O problema se torna mais grave porque a hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares (enfarte e AVC), que matam cerca de 300 mil por ano. Nos meses frios, ocorre o fenômeno chamado inversão térmica, que dificulta a dissipação dos poluentes na atmosfera, aumentando os níveis desses gases no ar. Segundo Cury Jr., o óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre e o material particulado, que entram na corrente sanguínea pelos pulmões, provocam efeito de vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos) ao agir no endotélio - camada que reveste as artérias.

O fenômeno ocorre com pessoas que já sofrem de hipertensão e maiores de 60 anos. O especialista disse ainda que não é possível afirmar que os gases poluentes possam provocar hipertensão em pessoas sadias. “Para isso, temos de fazer mais pesquisas.” O estudo que relacionou a hipertensão com os índices de poluentes na atmosfera foi apresentado, em 2005, como dissertação de mestrado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, 16.573 foram analisadas - 5.503 homens e 11.070 mulheres - com idade média de 50 anos.

As queixas dos pacientes foram comparadas aos níveis de poluentes, temperatura e umidade alguns dias antes e depois da data em que foram ao médico. A partir do cruzamento dos dados, Cury Jr. chegou à sua conclusão.

Complicações

O nefrologista Décio Mion, conselheiro da Sociedade Brasileira de Hipertensão e especialista no assunto, afirmou desconhecer a relação hipertensão e poluição. “O que sabemos é que, no frio, o corre vasoconstrição e, no verão, vasodilatação”, disse. “A poluição é muito ligada a doenças cardiovasculares em geral. Mas não é de se estranhar que exista essa relação (com a pressão sanguínea).” Presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, Antonio Carlos Chagas disse que, nos dias frios, os vasos sanguíneos ficam menos relaxados - daí a vasoconstrição. “É indiscutível que, quanto maior a poluição, maiores as chances de ocorrerem complicações cardiovasculares”, afirmou.

17 de jul de 2009

Autoajuda não beneficia pessoas com baixa autoestima

Repetir pensamentos positivos para si pode acabar tendo efeito contrário ao desejado em indivíduos com baixa autoestima, afirma um estudo de pesquisadores canadenses.

Segundo o estudo, frases encorajadoras e positivas a respeito de si funcionam apenas para quem já tem autoestima alta.

Os pesquisadores das universidades de Waterloo e de New Brunswick pediram a participantes do seu projeto que repetissem para si mesmos a frase "sou uma pessoa adorável". Depois, eles analisaram a impressão dos participantes sobre si.

No grupo com baixa autoestima, os que tentaram este recurso de autoajuda se sentiram piores do que antes. Já pessoas com alta autoestima se sentiram â?? levemente â?? melhores após repetir o mantra positivo.

Os psicólogos pediram então que os participantes listassem pensamentos positivos e negativos a respeito de si. Eles descobriram que, paradoxalmente, aqueles com baixa autoestima se sentiam melhor quando podiam ter pensamentos negativos a respeito de si, e não quando eram obrigados a se focar nos pontos positivos.

Em um artigo na revista científica "Psychological Science", os cientistas sugerem que, assim como elogios exagerados, asseverações puramente positivas tais como "eu me aceito completamente" podem produzir pensamentos contraditórios em indivíduos com baixa autoestima.

"Repetir afirmações positivas pode beneficiar algumas pessoas, como indivíduos com alta autoestima, mas sair pela culatra no caso das pessoas que mais precisam deles", afirmou a psicóloga que coordenou a pesquisa, Joanne Wood.

Ela destacou, entretanto, que os pensamentos positivos funcionam como parte de uma terapia mais ampla.

A ideia de que as pessoas devem "se ajudar" a fim de se sentir melhor foi elaborada há 150 anos pelo médico escocês Samuel Smiles. Seu livro sobre o tema, que trazia orientações como "os céus ajudam aqueles que se ajudam", vendeu 250 mil cópias.

Hoje, o negócio da autoajuda virou uma indústria multibilionária.

16 de jul de 2009

Desempenho mental melhora após cochilo com sonhos, mostra pesquisa

Pesquisa americana estudou efeito do sono com sonhos.


Teste de associação ficou mais fácil após repouso.

Precisa solucionar um problema? Tente tirar um cochilo. Mas precisa ser o tipo certo de cochilo – um que tenha o sono com movimento rápido dos olhos (REM, da sigla em Inglês), o tipo que inclui sonhos.

Pesquisadores chefiados por Sara C. Mednick, professora-assistente de psiquiatria da Universidade da Califórnia em San Diego, ministraram, em 77 voluntários, testes de associação de palavras sob três condições antes-e-depois: passar um dia sem um cochilo, cochilar sem o sono REM e cochilar com REM. Simplesmente passar o dia afastado do problema melhorou o desempenho; as pessoas que ficaram acordadas se saíram um pouco melhor na sessão das 17h do que às 9h. Tirar um cochilo sem o sono REM também levou a resultados levemente melhores. Porém, um cochilo com sono REM resultou numa melhora de quase 40% em relação ao desempenho anterior ao cochilo.

O estudo, publicado em 8 de junho na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", descobriu que aqueles com sono REM tiraram cochilos mais longos que os outros – mas não havia qualquer correlação entre o tempo total de sono e a melhora no desempenho. Apenas o sono REM havia ajudado.

“Sonhos são fantásticos”, disse a Dra. Mednick. “Eles incorporam ideias estranhas, coisas que você nunca imaginaria se estivesse acordado. No sono REM, fica mais provável que as ideias possam se unir numa solução."

15 de jul de 2009

Como escolher o top certo para treinar

Para a mulher que corre, esta peça é tão importante quanto o o tênis adequado. Veja as dicas de treinadoras e saiba como escolher o seu modelo ideal

Pode não parecer, mas uma das áreas mais sensíveis do corpo da mulher, os seios, também devem receber atenção especial na corrida. Segundo um estudo realizado pela pesquisadora Joanna Scurr, da Universidade de Portsmouth, esta área sofre uma oscilação que pode chegar a 21 centímetros durante a prática do esporte.

Por isso, a escolha do top ideal vai muito além da parte estética, já que tem grande participação na sustentação do busto. Os sutiãs convencionais não são feitos para amparar a movimentação dos seios durante o impacto, como fala Camila Hirsch, diretora técnica da Personal Life.

“Durante a corrida, a agitação é grande nesta região, o que pode levar a problemas como dores, já que os músculos passam a ser mais trabalhados e exigidos. A escolha do top correto dá à atleta a sustentação necessária ao movimento brusco da corrida”.

Para Adriana Piacsek, diretora técnica da TPM, Treinamento para Mulheres, cada mulher deve saber qual peça melhor se encaixa em seu corpo. “Cada corredora sabe qual peça lhe cai melhor, por isso, é algo bem pessoal e deve ser levado em consideração o conforto antes de tudo”.

Como escolher



Na hora de ir às compras, a mulher deve ter em mente que a beleza do top é apenas mais um dos fatores importantes, já que outros quesitos devem ser lembrados, como fala Adriana.

“Na hora de escolher o top ideal, deve ser analisado o tecido, se é feito de um material propício para a prática do esporte, se é bem reforçado, pois tem que dar suporte à região, e se a costura na parte de baixo não incomoda na hora da corrida”.

Para Camila, detalhes como a alça e o acabamento também devem ser levados em consideração. “As alças têm que ser largas, pois são mais fortes na hora de segurar o impacto, além disso, os tops sem decote, que fecham a parte da frente inteira, são mais seguros. Na parte de trás, as peças devem ser estilo nadador, também fechadas e largas”.

Por que é importante?



Além do desconforto, em alguns casos, a atleta pode vir a sofrer com problemas decorrentes do não uso dos tops especializados, sobretudo se tiverem seios grandes, mais sujeitos às oscilações.

“O uso de tops que não são feitos para a corrida pode gerar problemas no músculo peitoral, e até mesmo dores no ombro e nas costas, em decorrência da mudança de postura que a mulher acaba tendo que fazer naturalmente para proteger a região contra os movimentos bruscos”, fala Camila.

14 de jul de 2009

Descontração, um dos segredos da longevidade

Há 14 anos, Thomas Perls, professor e pesquisador da Universidade de Boston (EUA), estuda pessoas longevas, um dos segmentos da população que mais cresce no mundo - especialmente em nações desenvolvidas. O estudo mais recente do geriatra, que comanda o New England Centenarian Study, identificou características comuns aos filhos de centenários: eles são mais extrovertidos e menos neuróticos do que a média da população, sabem lidar melhor com o stress e são menos solitários e deprimidos. O objetivo era entender o efeito que a personalidade de uma pessoa exerce sobre a duração de sua vida. Perls, que estará no Rio no próximo dia 25 para uma conferência sobre qualidade de vida, falou a VEJA.com sobre suas descobertas.

Por que analisar as características dos filhos das pessoas que ultrapassaram a barreira dos cem anos, e não os centenários em si?


Apenas 20% dos centenários são inteiramente lúcidos. Os demais apresentam deficiências, principalmente de memória, de intensidades variadas. Isso não significa que não seja maravilhoso ser um centenário, já que é comprovado que a maioria deles só sofre de males ligados ao envelhecimento, como as doenças cardiovasculares, os acidentes vasculares cerebrais e a diabetes, depois dos 95 anos. Mas, em relação às faculdades mentais, seus filhos, que têm entre setenta e oitenta e poucos anos, são mais plenos. Além disso, sabemos que os descendentes de centenários seguem os passos de seus pais no que diz respeito a envelhecer lentamente - as chances de eles sofrerem de doenças relacionadas à idade são até 60% menores, se comparadas às de pessoas nascidas na mesma época.

Quais foram os resultados do estudo?


A principal constatação, que nos deixou surpresos, é o quanto os filhos de centenários são diferentes da população em geral. Com base na análise da personalidade de 250 deles, de diferentes famílias, descobrimos que eles são muito mais extrovertidos e apresentam comportamentos muito menos neuróticos do que os indivíduos em geral.

Na prática, o que isso significa?


Em relação à extroversão, significa que eles têm mais facilidade para estabelecer relacionamentos importantes e saudáveis, que os estimulam intelectualmente e os tornam menos sozinhos e deprimidos - os centenários e seus filhos tendem a ser muito sociáveis e divertidos e costumam ter muitas pessoas ao redor. No que diz respeito ao comportamento neurótico, significa que eles lidam bem com situações de stress, que são capazes de superá-las com facilidade. E o stress é tido como um dos importantes fatores de aceleração do envelhecimento, sendo associado a doenças do coração, à pressão alta e aos derrames.

Há diferença entre homens e mulheres?


Normalmente, os homens e as mulheres têm personalidades bem diferentes. Mas, no caso estudado, eles se mostraram surpreendentemente semelhantes. Exceto para amabilidade, quesito no qual as mulheres obtiveram uma pontuação um pouco mais alta, os resultados para os dois gêneros foram bem parecidos. Isso pode sugerir que os homens que vivem mais tendem a ser mais parecidos com as mulheres, em termos de personalidade.

Além da personalidade, que outros fatores são determinantes para uma pessoa viver até os cem anos?


Cerca de 80% da nossa capacidade de viver até perto dos 90 anos - dez anos a mais do que a expectativa média de vida nos EUA e no Canadá - está relacionada a hábitos saudáveis. Pessoas que fumam, comem muita carne vermelha, são obesas, sedentárias ou não administram bem situações de stress morrem aproximadamente dez anos mais jovens do que aquelas que levam uma vida saudável. Mas aquelas que vivem mais do que 90 anos, além de manter hábitos saudáveis, têm, na maioria das vezes, um retrospecto de longevidade excepcional na família.

Uma pessoa é capaz de ajustar sua personalidade para viver mais?


Eu não saberia dizer. Mas acho que se pode aprender muito a partir das características dos filhos de pessoas longevas, de forma a compensarmos predisposições negativas. É o caso de aprender a lidar melhor com situações de stress. O importante não é exatamente a quantidade de stress que você tem na sua vida, mas, sim, como você o administra. Praticar exercícios físicos, meditar, fazer ioga, rezar, estar com a família e até mesmo saber quando parar e respirar fundo podem ajudar muito a minimizar o impacto do stress para a saúde.

Como surgiu a ideia para o estudo?


Assim que começamos a estudar os centenários, em 1994, notamos que eles eram pessoas com uma extraordinária habilidade de lidar com situações estressantes. Desde então, tentamos entender o porquê disso. Os testes de personalidade que aplicamos nos filhos dos centenários, cujos resultados publicamos na revista da Sociedade Americana de Geriatria, são parte desse esforço.

13 de jul de 2009

O que usar para correr no frio?

Veja a dica de treinadores de como se preparar bem para corridas e treinos em temperaturas baixas



No Brasil, o inverno pode até não ser tão rigoroso quanto em outros países. Isso, porém, não significa necessariamente que os corredores daqui também não sofram com as baixas temperaturas no momento de saírem às ruas para a prática do esporte.



Por isso, antes de optar pelo que vestir na hora do treinamento, o atleta deve saber o que, quando e, principalmente, porque escolher cada tipo de proteção.



“No Brasil não há tanto frio, mas algumas proteções se fazem necessárias, já que, com temperaturas baixas, o corpo tem um pouco mais de dificuldade de manter sua temperatura ideal, principalmente antes do início do exercício”, fala Sílvio Cardozo da Silveira, diretor técnico da S1G Assessoria Esportiva.



“O aquecimento passa a ter uma importância ainda maior. Em temperaturas baixas, faço meus corredores aquecerem com roupas mais quentes e por mais tempo. Além disso, é importante ressaltar que o atleta deve começar seus treinamentos em um ritmo mais leve, por mais tempo, para que se aqueça adequadamente”, completa o diretor técnico da assessoria esportiva Remião Treinamento Físico, Eduardo Olsson Remião.



Os acessórios


Melhor prevenir do que remediar. Essa máxima serve também para a corrida, por isso, o O2 Por Minuto listou os principais acessórios para que o atleta esteja preparado para enfrentar o frio na hora de correr.



Touca


“Existem toucas feita de material mais moderno, mas, creio que nem sempre são necessárias. Uma touquinha de lã já é o suficiente para proteger”, fala Remião



Luvas


“Nem todo mundo tem frio nas mãos, mas, se o corredor preferir, pode usar sim as luvas, já que, por ficarem nas extremidades, as mãos tendem a ficar mais frias. Existem vários tipos de luvas específicas para quem pratica o esporte, porém, nada impede que o atleta use luvas comuns de inverno”, explica Silveira.



Camisas de manga longa


“Em alguns casos, somente a camiseta de manga comprida já é suficiente para proteger. O material deve ser específico para a corrida, pois as de algodão não retêm o calor do corpo”, diz Remião



Jaquetas


“As jaquetas são usadas em caso de frio mais intenso. Mesmo assim, elas tendem a ser tiradas após um tempo de exercício. Existem as famosas `quebra-vento´, que são feitas de um material mais leve e que protege bem o corredor”, afirma Silveira.



Calças


“Assim como as outras peças, existem também as calças feitas de material mais específico para o esporte. Não aconselho as de moletom, porque elas vão ficando molhadas com o suor enquanto o atleta corre. Isto, além de aumentar o frio, deixa o material pesado”, explica Remião.

Por Fausto Fagioli Fonseca

12 de jul de 2009

Novas evidências de que o vinagre combate a gordura

Benefícios do vinagre

Pesquisadores japoneses divulgaram novas evidências de que o vinagre comum - consumido como tempero em saladas, picles e outros alimentos - de fato faz jus à sua antiga reputação de fazer bem à saúde.



Os cientistas descobriram que o vinagre pode evitar o acúmulo de gordura corporal e evitar o ganho de peso. A pesquisa será publicada no exemplar de 8 de Julho do Journal of Agricultural and Food Chemistry.



Tomoo Kondo e seus colegas relatam em seu artigo que o vinagre vem sendo usado na medicina tradicional há séculos, sendo empregado no tratamento de diversas doenças.

As pesquisas científicas modernas sugerem que o ácido acético, o principal componente do vinagre, pode ajudar a controlar a pressão sanguínea, os níveis de açúcar no sangue e o acúmulo de gordura.

Ligando genes



A nova pesquisa reforça a hipótese de que o ácido acético combate a gordura ligando genes para liberar enzimas responsáveis pela oxidação da gordura.

Esses genes controlam a liberação de proteínas envolvidas na quebra das moléculas de gordura, suprimindo a acumulação dessa gordura no corpo.

O estudo mostrou que animais de laboratório alimentados com uma dieta rica em gorduras, ao mesmo tempo ingerindo ácido acético, desenvolveram significativamente menos gordura corporal - até 10 por cento menos - do que os ratos que não ingeriram o vinagre.

11 de jul de 2009

Estudo mostra peso negativo do consumo de álcool para a saúde mundial

Uma em cada 25 mortes no planeta pode ser atribuída à bebida.


No geral, impacto deletério do alcoolismo equivale ao do tabaco.

Embora o uso de álcool ainda seja muito aceito e até incentivado socialmente no mundo todo, seus efeitos negativos para a saúde são, em geral, tão ruins quanto os do cigarro. Uma em cada 25 mortes no planeta podem ser atribuídas ao seu consumo, de acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista médica "Lancet", quantificando o impacto global da bebida sobre a saúde humana.



Ainda de acordo com a pesquisa, coordenada por Jürgen Rehm, do Centro de Estudos sobre Vício e Saúde Mental de Toronto (Canadá), 5% dos anos de vida com algum tipo de de deficiência planeta afora também estão relacionados com o consumo de álcool. Quanto maior o consumo médio, maior o risco de problemas de saúde, e o efeito é ainda maior em populações pobres e marginalizadas.



Os pesquisadores também avaliam que, apesar dos aparentes efeitos benéficos para a saúde ligados ao consumo constante e moderado de álcool, o saldo da bebida é muito mais negativo do que positivo, em especial entre os homens.



Além de doenças diretamente relacionadas ao álcool, como problemas de fígado, alguns dos males ligados à bebida são tumores de boca, garganta, do cólon e do reto, de mama; depressão, derrames; além de acidentes de trânsito e violência, entre outros.



O consumo médio per capita no mundo é de 6,2 litros de etanol puro por ano, com valores próximos de 12 litros anuais na Europa, os campeões da bebedeira. Na antiga União Soviética o caso é o mais dramático: 15% das mortes estão associadas ao alcoolismo.

10 de jul de 2009

Estudo: cabelos brancos são causados por estresse celular

O estresse relacionado ao trabalho ou à vida pessoal pode fazer você querer arrancar os cabelos, mas um recente estudo revelou que é o estresse celular que, na realidade, os faz embranquecer.

Isso porque o DNA sofre "ataques constantes" de agentes nocivos, tais como agentes químicos, luz ultravioleta e radiação ionizante, de acordo com a líder da pesquisa, Emi Nishimura, da Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio.

Uma única célula mamária pode, em um único dia, enfrentar até 10 mil incidentes que danificam seu DNA, acrescentou Nishimura em uma declaração. As células-tronco presentes nos folículos capilares responsáveis pela coloração dos fios são as mais afetadas por esse irreparável desgaste.

Células-tronco são células que podem se reproduzir indefinidamente e que possuem potencial para "amadurecer", dando origem a outras células mais especializadas. As células-tronco presentes nos folículos capilares se transformam em melanócitos, ou células que produzem o pigmento melanina.

Em indivíduos mais jovens, as células-tronco capilares mantêm um equilíbrio entre aquelas que se reproduzem e aquelas que se transformam em células pigmentares, de modo que o pigmento seja constantemente adicionado ao cabelo que cresce. Entretanto, com o passar dos anos, muitas das células-tronco amadurecem até as células pigmentares se esgotarem por completo e o cabelo passar a crescer com cor acinzentada.

Cientistas ainda têm dúvidas sobre o que exatamente incita a modificação das células-tronco. De acordo com Nishimura, a resposta pode estar no acúmulo de danos ao DNA.

Forçar o amadurecimento das células pode ser a "maneira mais sofisticada" do corpo de expurgar as células-tronco danificadas sem matá-las, ela afirmou.

Danos Inevitáveis


"Nos focamos no processo de embranquecimento dos fios pois este é um sinal típico do envelhecimento em mamíferos", escreveram os autores.

Os pesquisadores submeteram roedores a exames de raio X de corpo inteiro e a injeções químicas. Ao examinar os folículos capilares dos roedores, a equipe percebeu que as células-tronco tinham sinais de dano permanente. Posteriormente, o pêlo destes animais cresceu sem nenhuma pigmentação.

O estudo apóia a idéia de que a instabilidade dos genes pode ser um importante fator responsável pelo envelhecimento, dizem os autores. Os resultados também dão credibilidade à teoria de que danos às células-tronco podem ser o maior determinante do envelhecimento.

Para os autores, os danos ao DNA observados na pesquisa são essencialmente "inevitáveis".

Linzhao Cheng, membro do Instituto de Engenharia Celular da Universidade John Hopkins, concordou que é difícil evitar danos às células-tronco, especialmente em pessoas que passam muito tempo em ambientes externos, onde ficam expostas à radiação solar ultravioleta.

Contudo, o estudo auxilia a comunidade científica no entendimento do embranquecimento, afirmou Cheng por e-mail, o que pode levar à descoberta de novas substâncias químicas capazes de prevenir a mudança de papel das células-tronco capilares.

"Em breve, teremos cremes antiembranquecimento para a população", disse ele. O referido estudo foi publicado no periódico especializado Cell.

9 de jul de 2009

Faça do seu cão um ótimo personal trainer

Dá até para queimar gordura, se encarar o passeio como atividade física



Falta estímulo para ir à academia e pegar pesado no treino? Nessa hora, vale apostar em qualquer tipo de incentivo para levantar do sofá - até mesmo contar com a ajuda do seu cachorro. Já que o bichano também precisa passear e se exercitar, que tal fazer dele o seu companheiro de caminhada?

"A atividade regular, em conjunto com o cão, é bastante válida para o condicionamento físico físico de um indivíduo que tem o perfil de vida sedentária", avalia o professor de ginástica Marcelo Jaime Vieira, da academia Bio Ritmo, de São Paulo.

Porém, para obter os benefícios da prática, a pessoa deve estar ciente que está realizando uma atividade física. Não vale, por exemplo, sair passear com o cachorro usando chinelo e calça jeans. Tem que usar um tênis com bom amortecimento, que seja apropriado para a caminhada e roupas leves. Além de dar atenção para a respiração correta e contração do abdômen durante o treino.

Cão e dono no mesmo pique



Mesmo praticando uma atividade de intensidade leve a moderada - já que o dono precisa respeitar o ritmo do animal -, o aperfeiçoamento para a qualidade de vida e para a saúde é grande. Além das melhorias do condicionamento físico geral do organismo, há o desenvolvimento do sistema cardiorespiratório, da postura e redução de gordura corporal. "Uma caminhada moderada leve de 30 minutos podem queimar, em média, 200 a 300 calorias", diz Marcelo Vieira.

"Durante caminhada com o cão, o dono vai realizar movimentos de deslocamentos para frente , para trás e laterais, desvios, vai trabalhar força ao controlar o animal com a guia...Tudo isso vai colaborar para dar mais equilíbrio, mais agilidade, melhoria de reflexos e postura", avalia o professor da Bio Ritmo.

Ações divertidas como jogar a bolinha ou lançar um prato plástico (frisbee) para o bichano também ajudam o corpo a ficar mais inteligente. "O indivíduo, antes sedentário, vai recuperar sua memória neural de movimentos naturais - lançar, empurrar, saltar, puxar, correr e andar - que o corpo conseguia realizar, mas que estava com a atividade muscular limitada", acrescenta Marcelo Vieira.

Cuidados com o cão Um aspecto fundamental para quem realiza exercícios com o mascote é acompanhar o ritmo do animal - e não o contrário. "O cão tem muito mais agilidade que o homem , mais menor resistência física, por isso cansa muito mais rápido", explica o adestrador Joel Soares Andrade, da empresa de adestramento Cão em Forma, de São Paulo. Ele dá dicas de cuidados para se ter com o cachorro durante os exercícios.

- Antes de dar a largada, converse com seu veterinário para entender as condições físicas do seu cão. Algumas raças, como o buldog, cansam facilmente e não suportam longas caminhadas;

- O recomendado são caminhadas tranquilas, sem trancos, com 30 a 40 minutos de duração;

- Após a atividade e nas pausas, dê água na temperatura ambiente para o cachorro. Evite dar água gelada ou gelo, porque podem provocar um choque térmico;

- Evite correr com o animal. É um estimulo inadequado, que condiciona o animal para isso, e, futuramente, tornará o passeio e a caminhada impossíveis , diz Joel;

- Não utilizar a guia peitoral , pois restrige a atividade motora do animal;

- O enforcador ou coleira irão facilitar a condução do cachorro.

8 de jul de 2009

Treinos de corrida promovem as amizades

Fonte: Veja.com

A possibilidade de juntar os benefícios da atividade aeróbica à ampliação do círculo de amizades ajuda a explicar o aumento espetacular no número de grupos de corrida no país

A corrida, dizem os médicos, é um dos melhores exercícios aeróbicos, capaz de prevenir doenças cardiovasculares e melhorar a disposição para as atividades do dia a dia. Para muita gente, correr também se tornou uma forma de fazer novas amizades e alargar o círculo social. Nos grupos de corrida, que em geral se reúnem nos fins de semana em parques, praias e ruas, a conversa sobre o novo tipo de tênis ou de camiseta evolui para outros assuntos. Surgem as afinidades entre os corredores, que muitas vezes passam a se encontrar para outras atividades além do esporte. Para os especialistas em corrida, a socialização é a principal explicação para o aumento espetacular na quantidade de associados a grupos de corrida. Há dez anos, nas principais cidades do país, eles não passavam de 1 000 – hoje, chegam a 100 000. Podem ser vistos nas manhãs dos fins de semana, com suas camisetas exibindo o logotipo da equipe, cruzando alegremente os recantos mais aprazíveis das cidades.

Esses grupos muitas vezes surgem de forma espontânea, entre vizinhos ou nas academias. Nesse caso, cada integrante paga em média 100 reais por mês para ter um treinador atento às suas necessidades de exercício. Outros são atraídos pelas assessorias esportivas, empresas especializadas que oferecem infraestrutura de apoio e treinamentos. Outra forma de encontrar uma turma é procurar clubes de corredores. Eles indicam grupos com o perfil que se deseja e promovem corridas – para participar delas, os preços variam entre 30 e 100 reais. O gaúcho Fernando Andorffy, de 46 anos, auditor da Receita Federal, começou a correr na Equipe do Bira, em Porto Alegre, há quase um ano. Movida pela agitação do grupo, que promove encontros semanais, sua mulher, Helena, também de 46 anos, resolveu se arriscar no esporte. "Nossa vida social mudou desde que meu marido começou a correr. Fizemos novos amigos e resolvi correr com eles também", afirma.

Muitas empresas descobriram que formar grupos de corrida é uma maneira de estimular a integração entre os funcionários e criar um ambiente de trabalho mais prazeroso e eficiente. No Rio de Janeiro, a Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados Associados contratou a assessoria de corrida N-Body com esse objetivo. Segundo a advogada Paula Roberta Rodrigues, 26 anos, que trabalha na empresa, "além de melhorar meu corpo e minha saúde, ao correr com o grupo do escritório tenho a oportunidade de me relacionar com colegas que vão desde o estagiário até o sócio da empresa". Os grupos de corrida deram origem às competições temáticas. Há hoje no país cerca de 600 provas por ano, muitas delas dirigidas a públicos específicos – mulheres, militantes de causas ecológicas, fiéis de igrejas evangélicas e até jovens que frequentam baladas. Nesse caso, as corridas são noturnas e animadas pelo som de DJs. "Acho o máximo participar dessas provas porque em cada uma delas se sente uma energia diferente", diz o paulista José Luis Gracia Lazo, de 27 anos, analista de comércio exterior. "Além disso, elas permitem conhecer gente que gosta das mesmas coisas que você", ele conclui.

O mais novo atrativo para quem quer correr e fazer amigos são as viagens para disputar provas em outros estados ou no exterior. Várias agências de turismo e empresas que organizam corridas oferecem esse tipo de viagem. A Assessoria Conexão Esportes, do treinador José Eduardo Coghi Pompeu, de São Paulo, já levou corredores ao Rio de Janeiro, a Florianópolis e a Punta del Este, no Uruguai. "Corremos para cuidar da saúde e do corpo, mas também adoramos sair dos treinos e partir para uma happy hour para jogar conversa fora", diz o treinador. A corrida de rua em grupos é hoje popular em todas as grandes cidades do mundo, mas, segundo os especialistas em esportes, em nenhum país ela se tornou tão popular quanto no Brasil. A explicação para isso estaria no clima, sem temperaturas rigorosas nem neve, o que permite a prática do esporte o ano todo. Para o paulista David Cytrynowicz, presidente da Corpore, associação de corredores especializada na organização de corridas de rua, "os brasileiros estão cada vez mais ansiosos para sair do ambiente fechado das academias, correr ao ar livre e conhecer gente nova".

por Carolina Romanini

7 de jul de 2009

Relação entre os problemas bucais e o rendimento na corrida

Problemas bucais muitas vezes podem ser a causa da queda de rendimento na corrida

Quem pratica um esporte como a corrida conhece de cor os principais problemas e contusões a que está sujeito. Porém, o que muitos não sabem é que cuidar da saúde bucal também influencia na maneira de correr, e é tão importante quanto realizar exames clínicos periódicos.

O estado dos dentes pode atrapalhar ou melhorar seu desempenho nas atividades físicas, como explica o cirurgião dentista especializado em reabilitação oral e clínica geral, Oscar Razuk.

“Sempre que existe a presença de uma infecção, ocorre a queda do desempenho físico, já que o organismo se estrutura primeiramente para o combate a ela antes de focar no desempenho esportivo, até por uma questão de preservação da vida. Portanto, as infecções dentárias, ou mesmo uma pequena inflamação, podem ocasionar uma diminuição no desempenho do atleta, não deixando com que ele use toda a sua capacidade para a prova ou treino”.

Previna-se



“Como o atleta sempre utiliza o seu corpo mais no limite do que uma pessoa que pratique esportes sem compromisso de resultados ou mesmo aquela que não pratica, ele deve cuidar do organismo de uma maneira muito mais criteriosa. Na área odontológica, a visita semestral ao dentista é uma obrigação do atleta, assim como uma avaliação antes de provas importantes, para que assim ele utilize o seu corpo com total plenitude”, afirma o dentista.

Razuk explica ainda que a falta de prevenção também pode agravar alguns problemas já existentes, como infecção dentária ou gengival, devido à queda da resistência orgânica.

“Esta é uma possibilidade, já que o corredor, dependendo da prova, leva o organismo até o limite da resistência, solicitando às vezes mais do que ele pode suportar. Se existir uma infecção ou inflamação, o agravamento do quadro é um fato”.

Para proteger



Durante a corrida, se achar necessário, o corredor também pode usar artifícios que protegem a boca e os dentes, como explica o cirurgião dentista.

“Existem moldeiras que são utilizadas para uso de impacto e evitam a fratura de dentes. São muito populares em esportes mais agressivos, como as lutas e futebol americano por exemplo. Porém, foi constatado que alguns atletas de corrida chegam a relaxar tanto a mandíbula durante uma prova extensa, que podem chocar os dentes inferiores contra os superiores, causando fraturas em dentes e restaurações. Desde que não atrapalhe a respiração do atleta durante a atividade, esse dispositivo pode ser usado”.

Por Fausto Fagioli Fonseca

6 de jul de 2009

Frio e poluição traz riscos a quem se exercita em ruas de tráfego intenso

Corrida perigosa



A baixa umidade e a inversão térmica típicas do inverno, que dificultam a dispersão dos poluentes, são um problema e tanto para quem pratica atividades físicas ao ar livre, principalmente em áreas de tráfego intenso. "Durante os exercícios, a quantidade de ar inalada é até vinte vezes maior que em repouso", explica Paulo Zogaib, fisiologista e médico do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O aumento no volume de gases nocivos aspirados nesta época do ano pode causar a contração dos brônquios, o que diminui a capacidade respiratória." Segundo o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração (Incor), meia hora de atividades em regiões com grande concentração de monóxido de carbono, gás tóxico emitido pelos escapamentos dos carros, equivale a fumar dez cigarros. "Alguém com problema cardiovascular está arriscado a sofrer uma arritmia cardíaca e até morte súbita."

Os poluentes também comprometem o rendimento. Foi o que mostrou uma pesquisa conduzida pelo professor de fisiologia da Unifesp Raul Santo. Ele levou 25 bombeiros saudáveis, não fumantes e que faziam exercícios regularmente a um teste físico nos municípios de Bertioga e Cubatão. O resultado foram uma frequência cardíaca mais elevada e um aumento maior da pressão arterial após a prova realizada em Cubatão, cidade com altos níveis de contaminação do ar, em comparação com o registrado em Bertioga. "A poluição exige uma sobrecarga do organismo", diz Santo. "Gasta-se muito mais energia para realizar o mesmo trabalho." Para a analista financeira Meire Mombeli, que costuma correr no canteiro central da Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste, o ar fica um pouco melhor pela manhã, quando há menos carros na via. "Mas, mesmo que eu tenha de me exercitar no fim da tarde, acho mais interessante do que ir para a academia", conta. "Correr na esteira é muito monótono."

Há quem desista de se exercitar nas ruas por causa da qualidade do ar. A estudante Caroline Aburaya trocou as avenidas do Butantã pelo Parque Villa-Lobos depois de ficar com a garganta irritada. "É muito mais estimulante, dá para sentir o cheiro da vegetação", afirma. Em áreas verdes, a situação não é animadora.



Um estudo da engenheira florestal Ana Paula Garcia Martins, doutoranda do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que cascas de árvores situadas nas bordas dos parques Ibirapuera, Aclimação, Luz, Previdência e Trianon apresentam três vezes mais concentração de ferro, zinco, enxofre e cobre que as da vegetação localizada no centro desses mesmos lugares. "Como as pistas de corrida normalmente ficam próximas às áreas externas, as pessoas acabam respirando ar contaminado como quem está do lado de fora", diz Ana Paula.



É importante frisar que ninguém precisa deixar de fazer exercícios em ruas e parques por causa desses problemas. "A 150 metros de grandes avenidas, o ar já apresenta uma melhora considerável", afirma o médico Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP.

5 de jul de 2009

Conheça a "Capoterapia"

Capoterapia melhora aspectos físicos e psicológicos de idosos


A técnica é uma mistura da atividade física aliada à capoeira através do som do berimbau

Uma nova técnica tem chamado a atenção das pessoas que estão participando da programação da Semana Do Idoso: a capoterapia. A prática tem se revelado como poderoso instrumento para proporcionar um bem estar físico e espiritual aos idosos que estão participando do evento organizado pela Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social – SEMTCAS.

A técnica é uma mistura da atividade física aliada à capoeira através do som do berimbau e tem garantido a participação em massa de todos. "A participação dos idosos tem sido muito boa. Eles exercitam todo o corpo e a mente. Além disso, o processo é todo adaptado às limitações físicas dos idosos", explicou Silvan Cesar, capoterapeuta que está desenvolvendo a atividade na Semana do Idoso.

Silvan Cesar acrescenta que a atividade pode trazer vários benefícios para quem pratica. "As pessoas adquirem noção espacial, melhora a coordenação motora, melhora a respiração, a circulação sanguínea e eleva a auto-estima. É uma atividade completa que só traz benefícios para as pessoas que praticam", pontua.

Uma das atividades realizadas na capoterapia é a técnica do abraço, do riso. "E acima de tudo, como respeitar o próximo e a si mesmo. Tudo isso desperta nas pessoas a alegria de se sentir que está vivo", esclarece.

Um dos fatores apontados pelo capoterapeuta é a importância do poder público municipal estar proporcionando o acesso a essas atividades. "É um passo muito importante. As pessoas estão tendo o conhecimento sobre a técnica e a riqueza da capoeira, assim podem participar e conferir os benefícios. Todos podem participar das sessões que estão acontecendo na Semana do Idoso", convida.

A capoterapia é realizada em vários projetos da Prefeitura de Teresina., como no Lineu Araujo, no Centro de Convivência Marli Sarney, no Núcleo de Atenção Intergeracional do Promorar. São doze profissionais envolvidos na realização das atividades. " Só quem participa pode compreender a "limpeza na alma" que a técnica da capoterapia proporciona", finaliza Silvan César.

4 de jul de 2009

Cirurgia do estomago diminui risco de câncer em mulheres

Um estudo mostrou que cirurgias de emagrecimento podem diminuir as chances de mulheres obesas terem câncer. Os pesquisadores divulgaram que mulheres que passaram pela cirurgia têm 42% menos chances de desenvolver câncer, de acordo com o estudo, feito durante dez anos e publicado na revista científica Lancet Oncology, da Suécia.

Os pesquisadores acompanharam 2010 pacientes que sofreram a cirurgia de redução do estômago e 2037 pacientes obesos que emagreceram fazendo dieta e exercícios tradicionais.

Os homens estudados não mostraram o mesmo benefício. Os pesquisadores afirmam que isso pode ter acontecido porque muitas formas de câncer são causadas por hormônios femininos, como o estrogênio, ou porque menos homens fazem a cirurgia – ou porque havia menos homens no estudo. A obesidade é conhecida como um fator que aumenta as chances do câncer, e as evidências continuam a aparecer. Um estudo divulgado recentemente descobriu que pessoas que eram obesas na infância têm duas vezes mais chance de desenvolver câncer de pâncreas.

Resultados práticos

A cirurgia reduziu as taxas de câncer no grupo em até um terço. Entre as mulheres que participaram do estudo, 79 das que fizeram a cirurgia tiveram a doença, e 130 das que fizeram o tratamento tradicional desenvolveram câncer. Estudos já mostraram que a cirurgia bariátrica pode reverter a diabetes e reduzir os riscos de morte por problemas cardíacos.

Ainda assim, os resultados mostrados em mulheres e não em homens preocupa médicos. Andrew Renehan, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirma que os efeitos da cirurgia sobre os riscos do câncer podem demorar mais para aparecer em homens porque eles têm maiores chances de ter cânceres retais, do cólon e do fígado – que demoram mais para se desenvolverem.

Leena Khaitan, cirurgiã bariátrica, afirma que o fato dos homens não terem sido beneficiados pela cirurgia apenas mostra quem faz a intervenção: “Sabemos que 80% dos pacientes que fazem a cirurgia são mulheres. Suspeito que se tivéssemos um número maior de homens, veríamos a diferença”, afirma.

Khaitan afirma que este estudo e outros sugerem que a cirurgia de redução do estômago pode ser um meio de prevenir doenças crônicas e caras, como o câncer. “É um forte argumento para a medicina preventiva”, completa.

3 de jul de 2009

Conheça o Programa Pró Movimento (PPM)

Sport Fitness

O Programa Pró Movimento , ou PPM é um curso voltado para profissionais da área de Educação Física que tenham interesse em desenvolver um trabalho com públicos em condições especiais ou que tenham determinadas patologias. O curso é ministrado pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

Os participantes do curso aprenderão sobre as principais patologias, como hipertensão, diabetes, obesidade, Aids entre outras e como atender esse público dentro do ramo da educação física.

Nos dias de hoje, muitas pessoas tem peculiaridades em função de doenças que as acometem, e em função dos hábitos da nossa sociedade moderna esses problemas só se agravam, logo é um público que tem muito a crescer.

Uma ferramenta muito importante para a manutenção da saúde e melhora significativa da qualidade de vida dessas pessoas é a prática segura, constante e supervisionada de atividade física. Entretanto, por terem uma condição especial, essas pessoas não podem realizar qualquer atividade física.

A sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, percebendo a falta de informação precisa para atender melhor esse público, com segurança, e garantir os benefícios desse processo está desenvolvendo um curso onde serão detectados as características de muitas patologias e aferir o melhor e mais seguro método de trabalho, relacionado com a prática da atividade física. O curso é composto por médicos da SBME e professores renomados da Escola de Educação Física da USP.

Para mais informações clique aqui

2 de jul de 2009

Cuidado com a má postura!

O descuido com a coluna causa dores e até a indesejável barriguinha

A má postura causa dores, hérnias de disco, cardiopatias e até barriguinha. Manter uma boa posição ao andar, sentar, dormir, dirigir e praticar exercícios físicos são indicações para garantir não só uma perfeita silhueta, mas, principalmente, qualidade de vida!

– Os exercícios inteligentes tonificam e alongam as articulações, fortalecem os músculos, aumentam a flexibilidade, corrigem a postura, combatem o estresse e a ansiedade, melhoram a capacidade de respiração e são eficientes no tratamento de lesões e alívio das dores. É a modalidade física mais indicada para prevenir e tratar problemas da coluna vertebral, pois permite aos praticantes realizar suas atividades diárias, com perfeição. Em três semanas de prática é possível perceber os benefícios. A postura mental, física e emocional das pessoas muda radicalmente, garante o fisioterapeuta Sérgio Machado, da Metacorpus Studio Pilates.

No Brasil a lombalgia, por exemplo, afeta 80% da população adulta, sendo um dos principais motivos de aposentadoria precoce, segundo dados da Previdência Social. A grande novidade em relação à disfunção é a eficiência do tratamento fisioterapêutico, mesmo nos casos considerados mais graves. Seguindo corretamente as indicações, os especialistas afirmam que a cirurgia pode ser evitada em 80% dos casos. Por causa do baixo impacto dos exercícios, o Pilates é atualmente uma das atividades mais indicadas por especialistas para tratar de problemas de coluna e outras patologias.