26 de abr de 2010

Treinando a noite.

Conheça todos os benefícios em praticar exercício físico neste período do dia


Um professsor de educação física orienta como deve funcionar a ginástica para aqueles que escolheram o período noturno para malhar

Tem gente que não suporta acordar cedo para praticar exercício. Com o calor então, a preguiça pode multiplicar. Então, a opção é fazer ginástica à noite. Mas os professores de educação física alertam: não se pode esquecer do cuidado com a alimentação.

Exercitar o corpo durante a noite não interfere na queima de mais ou menos calorias. O que determina o gasto energético é a intensidade e o tempo de duração do exercício. “Antes de se exercitar é preciso comer algo leve para não passar mal, nem prejudicar a atividade física”, professor de educação física Paulo Neves.

Muitos justificam o sedentarismo dizendo que perdem o sono depois se exercitar no período da note, mas é melhor arrumar outra desculpa. É que a relação que existe entre a atividade física e o sono varia muito de pessoa para pessoa.

Tem gente que demora a dormir depois de fazer exercícios por causa da liberação de alguns hormônios no corpo. Outras pessoas não sentem este efeito e vão dormir normalmente depois da malhação.

É o caso do consultor jurídico André da Costa, que faz uma hora e meia de musculação todas as noites. “Para mim, a qualidade do sono até melhorou depois que comecei a frequentar a academia. Fico mais tranqüilo, relaxado”, disse.

A estudante Luciana diz que a malhação a faz ficar desperta por mais tempo. “Me sinto bem disposta e consigo produzir depois que malho,. Eu busco esse ânimo para estudar um pouco mais antes de dormir”, falou.

E para quem só pode se exercitar à noite e não quer perder o sono a dica é experimentar várias atividades até encontrar aquela que a deixe mais relaxado. “Muitas academias hoje oferecem alongamento e ioga, por exemplo. São atividade que vão ajudar as pessoas se manterem relaxadas no fim do exercício”, explicou o professor. .

ACADEMIA

No Recife existem 21 Academias da Cidade, um espaço público com equipamentos de ginástica e professores de educação física para orientar a ginástica. "Até o fim do ano nós vamos implantar mais 20. É importante que as pessoas procurem essa ajuda profissional para a prática física", disse o gerente da Academia da Cidade, Ebrivaldo Cavalcanti Júnior.

O serviço é gratuito e funciona das 5h às 8h e das 17h às 20h. Informações: 0800 2811520.

21 de abr de 2010

Suor excessivo pode ser doença

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A hiperidrose causa constrangimento no convívio-social


A hiperidrose é uma doença caracterizada pelo excesso de suor nas axilas, palmas das mãos e pés, nas costas e couro cabeludo. Causada por uma disfunção do nervo simpático, normalmente se inicia na infância ou na adolescência, mas pode ocorrer em qualquer idade. “A hiperatividade das glândulas sudoríparas leva à transpiração excessiva. Alguns fatores podem desencadear a doença como o hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa, obesidade, algumas medicações e alterações emocionais”, aponta o dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Maurício Sato.

Embora não ocasione graves problemas ao organismo, a hiperidrose pode afetar atividades corriqueiras, como escrever, apertar a mão de alguém e segurar papéis, que geralmente, causando constrangimentos. As crianças, por exemplo, podem ter seu rendimento escolar afetado. “Muitas não conseguem ser alfabetizadas, devido ao grande estresse de ir à escola. A grande quantidade de suor na palma das mãos faz com que as folhas do caderno fiquem molhadas, deixando a criança envergonhada diante dos colegas e não queira ir à aula”, comenta.

Segundo o médico quando o quadro de hiperidrose é grave ocorre gotejamento espontâneo na região afetada e, em algumas situações extremas, a pele pode ficar até mesmo fissurada. “Devido à combinação de decomposição do suor, bactérias e fungos, na região axilar pode haver mau cheiro e aparecimento de outras doenças, como fungos e dermatite de contato.”

Tratamento

Existem tratamentos cirúrgicos e paliativos para a hiperidrose. “Nos tratamentos paliativos são utilizadas várias técnicas, como uso de desodorantes, substâncias que contenham cloreto ou cloridróxido de alumínio, medicamentos ou injeção de toxina botulínica”, explica. O botox é aplicado nas axilas e antes do procedimento se realiza um teste na pele para verificar qual o local de maior sudorese. Após a localização dos pontos (geralmente 25 pontos por axila), aplica-se uma pequena quantidade de botox.

O uso do botox é recomendado para os adultos com casos de suor excessivo, principalmente nas axilas, e para aqueles que não responderam bem a tratamentos com medicações tópicas, como antitranspirantes. “O resultado é extremamente gratificante. Reduz a quantidade de suor produzido pelas glândulas, evita o mau cheiro causado por bactérias e isso melhora a qualidade de vida do paciente”, avalia o dermatologista.

Para as crianças são mais indicados os tratamentos a base de cremes. Na adolescência já se pode usar a toxina botulínica ou fazer a cirurgia. “Não existe contra-indicação para a realização da cirurgia na infância, mas recomenda-se esperar até a adolescência para definição do tratamento cirúrgico, devido ao risco da anestesia”, alerta Dr. Sato.

A cirurgia de simpatectomia torácica

De acordo com o cirurgião torácico do Hospital Nossa Senhora das Graças, Gustavo Werner Ramasco antes de qualquer procedimento cirúrgico é importante que o paciente vá a uma consulta médica para saber a causa da doença. Para o médico, a cirurgia de simpatectomia torácica só deve ser recomendada para casos selecionados. “Os conflitos psicológicos e as privações sociais e no trabalho podem acarretar isolamento social e quadros depressivos, para estas situações a cirurgia pode ser uma boa alternativa”, explica o médico.

A avaliação pré-operatória é muito importante, pois pode ocorrer uma hiperidrose compensatória, ou seja, o problema ocorrer em outro lugar do corpo. “Em alguns pacientes pode agravar o suor na região das costas, abdômen ou membros inferiores em dias muito quentes, na prática de exercícios físicos ou em situações de estresse. Na maioria das vezes, estes sintomas são amenizados de seis meses a um ano após a cirurgia”, ressalta Ramasco.

A cirurgia de simpatectomia torácica é realizada por toracoscopia vídeo-assistida. Por uma pequena incisão de 5 mm no sulco mamário nas mulheres ou periareolar nos homens, uma câmera de vídeo é introduzida na cavidade torácica para identificação da cadeia simpática. “Uma vez identificados os gânglios simpáticos eles podem ser cortados ou bloqueados com a colocação de um "clip" metálico através de outra pequena incisão axilar”, explica o médico.

15 de abr de 2010

Quem dorme mal consome mais calorias, mostra estudo

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Não é só impressão: dormir mal aumenta o apetite no dia seguinte. Alguns estudos já mostraram a associação entre má qualidade de sono e obesidade, mas um trabalho publicado na última edição do "American Journal of Clinical Nutrition" é o primeiro a investigar o que ocorre no padrão da alimentação de pessoas que passam a dormir menos.

Pesquisadores franceses avaliaram 12 homens com peso normal e idade média de 22 anos durante dois ciclos de 48 horas. No primeiro período, usado como controle, os voluntários mantiveram sua rotina normal de sono, alimentação e atividades. Na segunda etapa, dormiram oito horas na primeira noite (da meia-noite às 8h) e quatro horas na segunda (das 2h às 6h). Eles podiam comer o que quisessem.

Depois da noite mais curta, eles consumiram 22% mais calorias. Foram ingeridas, em média, 560 calorias a mais -o que poderia levar ao ganho de meio quilo em uma semana.

Uma das explicações dos pesquisadores se relaciona aos mecanismos de sobrevivência criados ao longo da evolução. Humanos tendem a comer mais após uma noite mal dormida porque os mamíferos aprenderam a estocar calorias no verão, quando as noites são mais curtas e há mais comida.

"Não existe um único culpado. A explicação simplista é que o maior tempo acordado aumenta as chances de comer", diz Márcio Mancini, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Sabe-se também que a secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o aumento no consumo de alimentos.

Há redução de leptina --hormônio relacionado à saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos, ocorre ainda o aumento na secreção de grelina, substância responsável por estimular o apetite.

10 de abr de 2010

Chocolate pode evitar ataques cardíacos e derrames

Um estudo alemão sugere que uma barra de chocolate ao dia pode reduzir os riscos de doenças cardíacas e derrames em até 39%. De acordo com os cientistas, o cacau contém antioxidantes que aumentam o nível de óxido nítrico no sangue e melhora o funcionamento dos vasos sanguíneos.


O estudo, que levou oito anos para ser concluído, foi realizado com cerca de 30.000 pessoas entre 35 e 65 anos e confirmou os resultados de pesquisas menores e anteriores a esta. Segundo os responsáveis, o chocolate amargo é mais eficiente no combate a derrames e doenças cardíacas do que a variação ao leite ou branco porque possui níveis mais altos de antioxidantes e cacau.


Apesar dos resultados animadores, Brian Buijsse, do German Institute of Human Nutrition, alerta que o chocolate deve ser consumido com moderação, já que 100 gramas do produto possuem em média 500 calorias. Se consumida em excesso, a guloseima pode causar aumento de peso e da pressão arterial.


"Dado os efeitos promissores do cacau, é tentador consumir mais chocolate. Porém, é preciso assegurar que esse consumo faz parte de uma dieta saudável e balanceada", afirmou Buijsse. "Pequenas quantidades de chocolate podem prevenir doenças do coração, mas apenas se estiver substituindo alimentos calóricos para que o peso seja mantido estável", concluiu o pesquisador.

6 de abr de 2010

Exercícios na gravidez geram bebês mais magros, diz estudo

Exercícios leves e regulares melhoram a saúde dos bebês

Grávidas que praticam exercícios leves durante a gestação podem melhorar a saúde futura da criança ao gerar bebês menos gordos, segundo um estudo realizado conjuntamente por médicos americanos e neozelandeses e divulgado na edição de março da publicação científica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Os pesquisadores das universidades de Auckland e do norte do Arizona analisaram 84 mulheres que passavam por suas primeiras gestações.

Eles pediram para que metade delas se exercitasse semanalmente por 40 minutos em bicicletas, até a 36ª semana de gravidez.

Em média, as mulheres que se exercitaram geraram crianças um pouco mais leves do as de mães que não se exercitaram.

Chances maiores

Os pesquisadores disseram que o exercício não influenciou no tamanho dos bebês, apenas reduziu sua quantidade de gordura.

A prática também não interferiu na reação das mães ao hormônio insulina, um mecanismo necessário na gravidez para assegurar que o feto seja alimentado adequadamente.

"Levando em conta que um peso maior ao nascimento é associado com maior risco de obesidade, uma redução modesta no peso do recém-nascido pode trazer benefícios a longo prazo para a saúde da criança", disse Paul Hofman, médico que liderou a pesquisa.

O estudo se soma a evidências cada vez maiores de que o metabolismo de uma criaça no futuro é influenciado pelo seu ambiente na placenta e que bebês mais pesados em relação à sua altura têm chances maiores de tornarem-se obesos.

Muitos médicos recomendam que as grávidas não se alimentem em demasia e pratiquem exercícios leves regularmente.