30 de dez de 2009

Programas com malhação na areia e natação são opção às academias

O empresário Victor Lacerda, 23 anos, gosta de manter o corpo em forma, mas já andava cansado de academias. Depois de ter interrompido seu programa de exercícios várias vezes devido às dificuldades para conciliar o tempo de malhação com as atividades profissionais, encontrou uma solução que considera perfeita: um horário personalizado e um ambiente inspirador que é a praia.

Além disso, o programa de exercícios montado pela professora de educação física e personal trainer Mônica Medeiros inclui não só exercícios na areia, mas também natação. “É muito bom poder fazer exercícios em uma área aberta, em contato com o mar. Além de manter a forma, fico, com certeza, bem mais tranquilo”, avalia Lacerda.

Este tipo de combinação para manter a forma tem cada vez mais adeptos. Segundo Mônica, que tem outros alunos, as aulas na praia também combatem o estresse. “O ambiente ajuda a manter a concentração”, diz.

Além disso, a água do mar oferece maior resistência ao corpo, o que faz o exercício ter ainda mais resultados. “Estar em um lugar diferenciado, como a orla, já é um ganho”, diz Mônica Medeiros.

Cuidados - Mas começar um programa desses, principalmente o de natação, necessita da observação de alguns cuidados básicos. O principal é ter acompanhamento especializado. “São necessários exercícios de alongamento, saber a sua capacidade física, além de ter um programa de exercícios específico”, explica Mônica Medeiros.

Para os exercícios na água, é necessário dominar fundamentos de natação. Ainda assim, mesmo para quem já tem experiência em piscina, é bom lembrar que as condições do mar são bem diferentes. “No mar você tem o movimento das marés, as correntezas e a densidade do mar é bem maior do que a da piscina por conta do sal. Daí que o esforço para nadar vai ser bem maior”, acrescenta a personal trainner.

Referência - Por outro lado, diferente da piscina, no mar não dá para ter referência. “O ideal é escolher uma praia tranquila, evitar os dias de mau tempo e estar sempre acompanhado por alguém”, completa Mônica Medeiros. Uma dica também é escolher as praias que têm postos de salva-vidas e horários em que o sol está mais ameno. Os exercícios de alongamento, antes de começar, são fundamentais para evitar problemas como as cãibras durante o exercício na água.

Outra dica é procurar não se afastar muito da margem. Também é bom lembrar que, quem vai à praia como programa de final de semana, não deve imaginar que é possível fazer um programa de exercício de natação. Cuidado com o tempo dedicado à atividade para não sobrecarregar o corpo . Mesmo para esta natação de lazer é necessário fazer aquecimento.

Clubes - Uma outra modalidade de exercício que tem ganhado adeptos na praia é a corrida. Mas é necessário muito cuidado antes de se começar a atividade, pois ela não é recomendada para todo mundo e requer bastante esforço.

Para quem já sabe que reúne condições para este tipo de exercício, mas ainda não está animado, uma opção é se inscrever nos clubes de corrida.

“Os clubes proporcionam uma maior interação. Além do exercício físico é possível conhecer novas pessoas, fazer viagens. Assim, a atividade física se transforma em uma prática ainda mais prazerosa”, destaca o professor de educação física e personal trainer Marcelo Caetano.
Segundo Caetano, que coordena um clube de corrida, este tipo de atividade física tem resultados significativos. “A corrida é um exercício que proporciona aumento de força nos membros inferiores, dando uma maior agilidade”, acrescenta.

E as praias de Salvador são os endereços mais frequentados pelos integrantes deste tipo de grupo. Caetano, por exemplo, tem a Praia do Jardim de Alah como um dos locais favoritos para levar seus alunos do clube. Alguns deles também aderiram à prática de natação.

27 de dez de 2009

Sedentarismo entre profissionais de saúde é preocupante

Saúde e sedentarismo

O sedentarismo prevalece entre 27,5% dos profissionais de saúde. A pesquisa também apontou um maior percentual de sedentarismo em profissionais que trabalham em municípios de grande porte e têm alto nível socioeconômico.

Para o estudo, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, foram analisados 3.347 trabalhadores. O trabalho, feito por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e de Pelotas abrangeu profissionais de saúde de 240 unidades básicas de saúde (UBS) nas regiões Sul e Nordeste do Brasil.

"É urgente a necessidade de estratégias para estimular os profissionais de saúde a uma mudança de comportamento", alertam os pesquisadores no artigo. "Nesse sentido, cabe destacar a importância de projetos de capacitação de profissionais de saúde para a orientação e a prática de atividade física, a articulação entre profissionais de UBS e educadores físicos, e estudos de intervenção sobre a temática".

Trabalhadores da saúde

Todos os profissionais das UBS avaliadas foram convidados a participar do estudo, o que incluiu médicos, enfermeiros, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, recepcionistas e agentes comunitários de saúde.

A média de idade encontrada foi de 37 anos e, em termos de atividade profissional, 33% eram agentes comunitários de saúde.

Com relação às regiões do país, os profissionais se mostraram mais sedentários em municípios com mais de 500 mil habitantes, tanto no Sul (33,8%), quanto no Nordeste (28,8%).

Nos municípios com menos de 200 mil habitantes as prevalências variaram de 24% no sul a 21,8% no nordeste.

Mais rico, mais sedentário

"O sedentarismo foi significativamente maior naqueles que trabalham no modelo tradicional de UBS em relação àqueles vinculados ao programa de saúde da família (PSF)", comentam os pesquisadores. Além disso, trabalhar na UBS até 20 horas por semana e executar suas funções em um regime de trabalho precário não mostraram associação com o sedentarismo.

"A hipótese é que as práticas de deslocamento ativo, serviços domésticos pesados, atividades física pesada no trabalho sejam mais frequentes entre os pobres, gerando maior nível de atividade física total em comparação aos ricos, os quais apresentam maior prática de atividades física no lazer", explicam os pesquisadores.

Sedentarismo e educação

"A escolaridade esteve associada ao sedentarismo no Nordeste, e os profissionais com pós-graduação foram os mais sedentários", afirmam os pesquisadores. "Já no Sul, o tabagismo mostrou-se associado ao sedentarismo, o que não foi verificado no Nordeste".

Os pesquisadores ainda apontam a possível necessidade de orientação desses profissionais de saúde nas UBS.

"Os resultados também estimulam a pensar na possibilidade real da presença de profissional de educação física no grupo de profissionais que atendem a população, pela possibilidade de contribuir para a mudança de comportamento entre seus colegas profissionais e pelos benefícios que podem estender-se à população em geral que utiliza as UVS", concluem os pesquisadores.

23 de dez de 2009

Exercícios de força e de potência trazem resultados semelhantes

Para ganhar massa muscular, as academias geralmente recomendam treinos de força.

Levantar altas cargas de peso ou erguer rapidamente pesos leves aumentam a força e tamanho dos músculos da mesma forma, indicam pesquisas da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP.

Para ganhar massa muscular, as academias geralmente recomendam treinos de força (aqueles em que a pessoa precisa erguer lentamente um peso de 70% do peso máximo que consegue levantar, em séries de 4 a 12 repetições).

Porém, não é comum prescrever treinos de potência, em que a pessoa ergue o mais rápido possível 30% a 60% do peso máximo (o número de repetições varia de 4 a 8). Mas, pelo menos em curto prazo, estudos mostram que os resultados são semelhantes.

Nos jovens acompanhados, o treino de potência fez com que a espessura das fibras musculares aumentasse, em média, 14% e a força, 17%. Já naqueles que fizeram o treino de força, o aumento foi de 24% e 22%, respectivamente.

Nos idosos com treino de potência, o crescimento foi de 3,9% e 33,8%.Nos que fizeram o treino de força, os músculos aumentaram 5,5% e a força 42,7%. Segundo os pesquisadores, as quantidades estão “tecnicamente empatadas”.

Com o exercício, as fibras musculares aumentam de volume, já que a tensão ativa a fabricação de novas proteínas dentro do músculo. Além disso, há crescimento da força do músculo estimulado.

Os dados com idosos foram obtidos em 2008, durante o mestrado da educadora física Lilian Walerstein, e os com jovens em 2006, durante o mestrado do bacharel em esporte Leonardo Lamas. Lilian submeteu 56 idosos a exercícios por 16 semanas, e Leonardo, 29 jovens, por 12 semanas.

Lamas retirou, com uma agulha, amostras de fibras musculares dos jovens para avaliar o seu crescimento. Já Lilian utilizou a ressonância magnética para avaliar a hipertrofia. Essa técnica mostra imagens dos músculos e tem uma precisão muito maior.

17 de dez de 2009

Exercícios de musculação melhoram andar de mulheres idosas

A prática da musculação faz com que o andar de mulheres idosas fique mais parecido com o das jovens. Os resultados de um estudo que foi recentemente publicado na revista britânica Clinical Biomechanics pode, provavelmente, valer também para homens. A pesquisa envolveu 14 mulheres com idade média de 61 anos. Elas melhoraram aspectos do andar relacionados ao risco de quedas, como a distância do dedão do pé ao chão.

O professor Carlos Ugrinowitsch, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, foi um dos orientadores do estudo de mestrado da fisioterapeuta Leslie Persche, realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), e fez a maior parte das análises estatísticas. Leslie também foi orientada por André Rodacki, da UFPR e também recebeu a colaboração Gleber Pereira, da Universidade Positivo.

A pesquisa originou o projeto Efeitos de diferentes programas de atividade física em parâmetros relacionados ao risco de queda em idosos. A iniciativa une pesquisadores da USP, UFPR e Universidade Cruzeiro do Sul, e faz parte do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD), que tem o objetivo de formar recursos humanos altamente qualificados.

Queda na velhice
Na velhice, o risco de quedas aumenta porque a pessoa passa a ter dificuldades de integrar as informações dos órgãos dos sentidos e perde muito da massa muscular. A perda, mais acentuadas nos músculos que controlam a postura, começa aos 30 anos, mas passa a ter efeitos sérios depois dos 60. Os músculos são formados por fibras tipo 1 e 2. Com o envelhecimentro, o corpo perde as fibras tipo 2, que se contraem mais rapidamente, geram mais força e resistem menos à fadiga. Sobram as fibras tipo 1, com características opostas. A gordura ocupa o lugar dos músculos.

As 14 mulheres avaliadas na pesquisa fizeram musculação três vezes por semana, durante quatro meses, com aumento gradual dos pesos. Antes e depois do período de treinos, os pesquisadores filmaram as mulheres andando e usaram um programa de computador para descrever as alterações nos seus movimentos.

O treinamento de força nas mulheres reverteu as mudanças da marcha relacionadas à idade. Elas conseguiram andar mais rápido e dar passos mais largos. As idosas também conseguiram dar passos elevando mais os pés do chão, o que diminuiu os tropeços. As passadas tinham uma frequência média semelhante a de mulheres jovens. “A musculação provavelmente aumentou a força e a velocidade das fibras tipo 1 restantes”, explica Ugrinowitsch.

Passo senil
O fortalecimento causou uma melhora no andar, mesmo que os participantes não tenham aprendido técnicas para isso. Segundo Ugrinowitsch, o resultado contraria a ideia de alguns especialistas da área. Eles acreditavam que os idosos começavam a andar em um padrão senil de forma consciente, depois que se sentiam mais fracos.

No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez no ano, segundo dados de 2001, divulgados pelo Conselho Federal de Medicina. As quedas estão entre as causas de 12% de todas as mortes de idosos. Naqueles que são hospitalizados em decorrência de uma queda, o risco de morte depois da hospitalização varia de 15% a 50%.

Além de melhorar o caminhar de idosos a musculação traz benefícios gerais para o corpo. Para começar a praticá-la, é necessário que o idoso faça um exame médico que avalie a situação do coração e vasos sanguíneos. É imprescindível procurar orientação de um profissional de educação física.

Por Nilbberth Silva

14 de dez de 2009



Deixe o seu corpo à vontade, ao som de ritmos variados e estilos musicais de todo o mundo, como Hip Hop, Funk, Techno, Dance, Jazz, Groove entre outros. Este é o BODYJAM™, o programa de ritmos desenvolvido para fazer você se sentir um popstar. Dance, divirta-se e gaste muitas calorias! Nada como treinar e curtir a valer entre amigos. Comece hoje mesmo mostrar o seu estilo no universo BODYJAM™.

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Além de garantir grande melhora do condicionamento cardiovascular, o BODYJAM promove um aumento da consciência corporal, aprimorando a qualidade de movimento e o desenvolvimento da noção de ritmo.


Com a vida agitada e o estresse do trabalho, muitos alunos procuram as academias não só para melhorar a sua condição física, mas também para relaxar e divertir-se.

O BODYJAM é a aula ideal para estes alunos que querem transpirar sem sentir-se como se tivessem "dois pés esquerdos". É um momento único onde você se sentirá numa grande "balada" ao lado dos seus amigos.


11 de dez de 2009

8 de dez de 2009

http://www.bodysystems.net/novosite/progr/imagens/logo_bbalance.gif


Corpo e mente treinados ao mesmo tempo, em perfeita sintonia. BODYBALANCE™. O programa que trabalha o condicionamento postural e utiliza técnicas de disciplinas como Yoga, Tai-Chi e Pilates, permitindo que você encontre o seu equilíbrio físico e mental. Desenvolva força , equilíbrio , flexibilidade através do BODYBALANCE™ficando em perfeita harmonia com sua mente.



É verificada uma melhora significativa nos alunos em suas qualidades: força, postura, equilíbrio (físico e mental), flexibilidade, respiração e capacidade de concentração.

É uma aula que gasta em média 250 a 350 calorias,ajuda a eliminar o stress auxiliando e facilitando seu controle emocional no dia a dia .


É sabida hoje a importância de se manter uma boa postura e é crescente a procura por atividades que trabalhem essa necessidade, bem como por aulas que integrem disciplinas orientais ao nosso dia-a-dia.

Porém, implantando BODYBALANCE as academias encontram grandes facilidades na procura de profissionais habilitados a desenvolver tal programa.

O BODYBALANCE integra tudo isso e vem facilitar a inclusão desse tipo de trabalho no menu de aulas das academias, aumentando assim o leque de opções para o aluno.

Além disso, o BODYBALANCE gera uma grande fidelização do aluno às aulas e conseqüentemente à Academia.

Dicas importantes:

.Leve sempre uma toalha pequena para a aula.

.Você pode ir de chinelo para a academia e relaxar os pés.

.Use uma roupa confortável.

.Homens usem sempre uma bermuda ou calça cumprida de agasalho.

.Mulheres prendam sempre o cabelo.




4 de dez de 2009

BODYATTACK

1 de dez de 2009

Busca pelo corpo dos sonhos pede cuidados com a saúde

A procura por um corpo perfeito, faz com que as pessoas submetam-se a práticas que prejudicam a saúde

Em nosso artigo anterior (Gostar do treino é o primeiro passo para o corpo dos sonhos) procuramos colocar em evidência um aspecto que consideramos fundamental para o sucesso de qualquer treinamento ou prática regular de atividades físicas, quer seja a motivação individual. É preciso reconhecer quais são os gostos e preferências de quem irá iniciar um programa de atividades físicas, como forma de buscar elementos que contribuam para a manutenção destas atividades. Caso contrário, corre-se o risco de que estas sejam abandonadas antes que se consiga alcançar o menor indício de resultados.

Da mesma forma, acreditamos que seja importante que quem busca as atividades físicas, como forma de conquistar o corpo desejado, tenha muita clareza sobre quais são os seus reais objetivos. E a definição destes objetivos passa pelo conceito de corpo que esta pessoa possui. Garrini (2007) analisa o modo como o corpo tem sido utilizado nos dias atuais pela publicidade para despertar o desejo dos consumidores pelos produtos aos quais as imagens de corpos "perfeitos", "bem delineados" e "em boa forma" estão relacionadas. A autora considera que o corpo assim adjetivado tem hoje um valor cultural que integra o indivíduo a um grupo e o destaca dos demais, em contraposição ao corpo "gordo", "flácido" e "sedentário", que simboliza a indisciplina e o descaso. Ao mesmo tempo, as pessoas são consideradas "culpadaz" pelo "fracasso" com o próprio corpo, o que se torna um aspecto imperiosamente negativo numa cultura que considera o corpo como um fator fundamental para o reconhecimento social.

Corroborando esta idéia, Santos e Salles (2009, p. 99) observam que: Em diferentes graus, esses modelos e conceitos interferem na vida de todos, sejam homens, mulheres, mais novos ou mais velhos. Em nosso estudo observamos que a beleza física e o corpo jovem e tonificado são valores importantes para um grande número de pessoas e a crença de que estes atributos são uma obrigação e uma responsabilidade do próprio indivíduo. Assim como existem variadas formas de realizar um treinamento físico e que devemos levar em consideração os gostos pessoais no momento em que vamos escolher qual metodologia iremos adotar, também é preciso levar em consideração que existem biótipos diferentes, ou seja, os corpos das pessoas são diferentes. E não há como querer seguir um padrão ideal se não existe uma homogeneidade nos biótipos. Além disto, como na escolha dos exercícios, devemos levar em consideração se as pessoas se sentem bem ou não com determinado padrão de corpo e o quanto elas estão dispostas a mudar comportamentos para conseguir "transformar" seus corpos, uma vez que tais mudanças podem torná-las mais insatisfeitas do que já se encontram.

É oportuno lembrarmos que o estereótipo de corpo perfeito nem sempre foi o mesmo ao longo da história. Na Grécia Antiga, o corpo era valorizado e colocado no mesmo patamar da mente. Buscava-se o aprimoramento das habilidades físicas, assim como se procurava desenvolver o intelecto. Na Renascença, entre os séculos XV e XVI, os corpos estavam relacionados com a fertilidade e eram retratados com formas robustas, seios grandes, ancas largas, sendo admirados os corpos com formas mais avolumadas. Descartes cindiu o ser humano em corpo e mente, valorizando a razão em detrimento ao corpo. No início do século passado, o corpo feminino desejado era miúdo e roliço. Nas décadas de 1940 e 1950, os corpos sinuosos, curvilíneos, ao estilo de Rita Hayworth e Marilyn Monroe eram símbolo de desejo e consumo.

Nos anos 1960 e 1970, os corpos excessivamente magros e longilíneos passaram a representar um novo padrão de beleza. Na década de 1980, com a ascensão da ginástica aeróbica e com o esporte se tornando produto de consumo de massa, tanto homens como mulheres passaram a valorizar o corpo "malhado", com músculos definidos e abdomens esculpidos. Kate Moss surge nos anos 1990 como ícone de um novo modelo de beleza corporal que ressuscitou o padrão da fragilidade física. Gisele Bündchen, com suas formas mais avolumadas, traz de volta nos anos 2000 a valorização dos seios fartos, das curvas mais delineadas. Como se vê, em cada época novos padrões e critérios são adotados para se conceituar o corpo dos sonhos.

A busca desenfreada por um corpo perfeito, entendido como aquele que atende aos padrões estéticos da moda, faz com que muitas pessoas submetam-se a práticas que podem causar sérios danos à sua saúde. Três resultantes perigosas dos padrões estéticos corporais adotados na atualidade são os transtornos alimentares, o uso de esteróides anabolizantes e as intervenções cirúrgicas desnecessárias. Duas patologias alimentares que tem prevalência elevada são a anorexia e a bulimia nervosas, que apresentam como sintomas comuns a preocupação excessiva com o peso, uma imagem corporal distorcida e um medo patológico de engordar. O maior problema destes dois transtornos é que existe uma alta associação destas síndromes com a morbidade (BORGES et al, 2006).

Além de todas as reportagens divulgadas recentemente sobre a proliferação do uso de esteróides anabolizantes em academias, não é difícil evidenciar que esta é uma prática crescente e preocupante. Uma pesquisa no ciberespaço pode atestar esta afirmação. Botelho (2009) mostra como praticantes de fisiculturismo discutem este assunto em comunidades do Orkut e outros endereços de relacionamento da Internet. No estudo de Santos e Salles (2009), apenas um dos 91 entrevistados confirmou fazer uso de anabolizantes. Porém, os autores comentam que estudos anteriores já demonstravam que raramente os usuários admitem o uso destes produtos quando são entrevistados por alguém de fora do seu contexto. Neste mesmo estudo (SANTOS e SALLES, 2009), quase metade dos entrevistados (47%) admitem que se submeteriam a uma cirurgia estética. Destes, 75% afirmam que valorizam a opinião externa, o que reforça a idéia que abordamos anteriormente sobre a necessidade de afiliação desejada pela maioria das pessoas, de sentir-se fazendo parte de um grupo que se destaca.

Não condenamos que pessoas procurem a cirurgia estética como forma de melhorarem sua auto-estima, pois sabemos que, em muitos casos, os aspectos positivos advindos desta escolha são extremamente benéficos. O que acreditamos que seja desnecessário é buscar uma cirurgia para corrigir detalhes estéticos pouco significativos e que poderiam ser solucionados com a adoção de um novo comportamento alimentar e de atividades físicas, sem correr os riscos de uma intervenção cirúrgica.

Acreditamos que, assim como fazemos com a escolha dos exercícios que preferimos realizar, como forma de sentirmos prazer na atividade física, evitando que ela seja abandonada prematuramente, também devemos ter muita clareza sobre o corpo que pretendemos moldar. Mais do que simplesmente atender aos apelos da moda, precisamos ter em mente que o nosso corpo é a nossa forma de expressão no mundo, ele transmite a nossa forma de pensar, nossos valores e crenças, e por isso mesmo ele é único e tem de ser valorizado.

29 de nov de 2009

Tire suas dúvidas sobre o uso do Botox

Dermatologista esclarece onde é válido fazer aplicações e desmente mitos

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Botox é aplicado diretamente no músculo responsável
pela formação da ruga e atua relaxando a musculatura

Utilizada há 20 anos na medicina estética, a toxina botulínica tipo A revolucionou a estética mundial e é, até os dias atuais, um dos procedimentos estéticos mais realizados em todo o mundo em diferentes setores da medicina. A técnica de aplicação evoluiu muito e continua sendo constantemente aperfeiçoada, sempre em busca de excelência e naturalidade dos resultados.

Algumas dúvidas e equívocos sobre ele, no entanto, ainda surgem por aí. Abaixo a dermatologista Bhertha Tamura esclarece as principais e derruba os grandes mitos sobre o procedimento.

O Botox, nome comercial dado pela primeira indústria fabricante, a Allergan, é extraído da bactéria Clostridium Botulinum, encontrada no veneno das cobras.

1 - O Botox pode ser utilizado para aumentar o volume dos lábios?

Não. Esta é uma das principais dúvidas sobre o tratamento com a toxina. É importante reforçar que a toxina botulínica tipo A não tem capacidade de aumentar o volume dos lábios; ela apenas relaxa a musculatura onde é injetada, tratando as rugas de expressão, ou seja, as rugas formadas pela ação dos músculos e visíveis com a movimentação facial. Desta forma, ela pode ser indicada para o tratamento daquelas rugas que se formam ao redor da boca, mas nunca oferecerá ganho de volume nesta região. O tratamento indicado para aumento de volume dos lábios é o preenchimento labial, que além do volume também pode ser utilizado para a redefinição de contorno labial.

2 – O Botox pode paralisar o músculo, deixando o paciente sem expressão?

Não. Aqui está mais um grande mito sobre este tratamento! A toxina botulínica tipo A é aplicada diretamente no músculo responsável pela formação da ruga e atua relaxando a musculatura. Este relaxamento por ser mais ou menos intenso, dependendo da dosagem e técnica de aplicação. Atualmente, o tratamento é individualizado para cada paciente, considerando as características e expectativas de cada caso, o que garante resultados cada vez mais naturais e satisfatórios.

3 - O Botox vicia?

Não existe nenhuma evidência científica de que a aplicação da toxina botulínica tipo A cause dependência ou vício. O que existe é um alto grau de satisfação dos pacientes tratados, que, geralmente, querem repetir o procedimento.

4 – Os cremes anti-rugas oferecem resultados similares ao tratamento com o Botox?

Não. Apesar de muitos cremes prometerem resultados iguais aos obtidos com a aplicação de toxina botulínica tipo A, este é mais um mito. Primeiramente é importante reforçar que não existe nenhum creme com toxina botulínica tipo A em sua formulação. Além disso, os cremes agem superficialmente na pele, melhorando a hidratação e atenuando as rugas mais finas. Já a toxina atua diretamente no músculo responsável pela formação das rugas de expressão. Portanto, os cremes atuam de forma diferente e não são capazes de reproduzir resultados comparáveis à toxina botulínica tipo A.

5 - O Botox pode substituir uma cirurgia plástica?

Não. As aplicações da toxina botulínica tipo A podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois além de atenuar as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio aos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação. Desta forma, o tratamento com a toxina botulínica tipo A não substitui uma cirurgia plástica, mas pode postergá-la ou ainda ser utilizada como terapia combinada para maximização dos resultados.


25 de nov de 2009

Recomendação diária de consumo de calorias pode estar errada

Quantas calorias pode-se comer por dia?

O cálculo de calorias usado como base nos últimos 18 anos para criar dietas e dar orientações sobre formas de se manter saudável pode estar errado, segundo uma pesquisa.

A versão preliminar de um estudo feito pelo Comitê Científico Consultivo em Nutrição, ligado ao governo britânico, sugere que o consumo diário de calorias poderia ser 16% maior.

Atualmente, a ingestão diária de calorias recomendada pelos órgãos de saúde é de 2 mil para as mulheres e 2,5 mil para os homens.

Mais exercícios e mais hambúrgueres

O comitê, no entanto, salienta que, diante dos atuais níveis de obesidade da população, as pessoas só devem comer mais se se exercitarem mais.

A pesquisa afirma trazer uma avaliação muito mais precisa de como a energia pode ser queimada por meio da atividade física.

Um aumento de 16% no consumo de energia significaria que adultos poderiam ingerir mais 400 calorias por dia, o equivalente a um cheeseburguer.

Ideia perigosa

A proposta da comissão passará agora por um período de 14 semanas de consultas para que, então, as recomendações finais sejam feitas.

Ativistas da área saúde afirmam que as autoridades britânicas deveriam "varrer o relatório para baixo do tapete" para evitar que mensagens erradas sejam passadas para a população, em meio a uma epidemia de obesidade.

Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, afirmou que sugerir que adultos podem comer 400 calorias extras é "uma ideia perigosa".

"Isto não pode ser visto como sinal verde para comer loucamente", disse Fry.

21 de nov de 2009

Teste genético promete revelar qual o melhor tipo de atividade física

Exames prometem revelar qual o melhor tipo de atividade física, vocações e até a capacidade de otimismo de cada indivíduo

O avanço da ciência na identificação dos genes associados às mais variadas características é notável. Também é surpreendente a velocidade com que estão surgindo testes que, segundo seus criadores, apontam predisposições dos mais diferentes matizes. Hoje, há uma variedade impressionante de exames genéticos: para mostrar a aptidão física para um esporte ou dar informações sobre vocações, por exemplo.

No Rio de Janeiro, o laboratório Richet oferece um teste que revela qual atividade física beneficiaria mais um indivíduo. Entre as mutações genéticas avaliadas estão as que aumentam a propensão para males como morte súbita. Se houver risco de morte súbita, a pessoa não deve fazer exercícios aeróbicos sem orientação. Se tiver alterações que indiquem dificuldade para a queima de gordura, os aeróbicos são os mais indicados. A carioca Monalisa Espíndula, 40 anos, fez o teste. "Quero saber até onde posso ir nos treinamentos", diz. Ela corre, faz spinning, musculação e outras atividades.

No laboratório Gene, de Belo Horizonte, existe uma opção que identifica a composição étnica. O teste já foi usado para comprovar a origem africana de candidatos às cotas raciais de universidades. E deu origem ao projeto Raízes Afro-brasileiras, que avaliou o DNA de celebridades, para mostrar a miscigenação no País. A atriz baiana Ildi Silva, 27 anos, descobriu que é 71,3% europeia e apenas 19,5% africana, apesar da pele negra. "Meu avô materno era holandês. Na Bahia tivemos diferentes colonizações e muitas misturas", diz.

Lá fora, a empresa suíça GenePartner tem um kit que promete mostrar se os casais têm boas condições de gerar filhos com um sistema imunológico forte. Para isso, analisa os genes responsáveis pela fabricação de moléculas chamadas HLA, que atuam no sistema de defesa. Quanto mais diferentes as moléculas fabricadas por um e por outro, melhor seria a capacidade de proteção imunológica dos filhos. "Ele é indicado para serviços de relacionamento, em que as pessoas querem informações sobre as outras", disse à ISTOÉ a geneticista Tamara Brown, uma das fundadoras da empresa.

Nos EUA, a companhia DNA Dynasty comercializa um teste que analisa 40 genes que estariam associados ao otimismo, à persistência, atenção, ao talento para a música e pintura, à inteligência e criatividade, entre outras marcas. Pais têm procurado a empresa para saber as vocações de seus filhos.

Testes deste gênero, porém, levantam críticas. "Muitos desses testes não servem para nada", afirma a geneticista Mayanna Zats, da Universidade de São Paulo. "Existem áreas em que o ambiente e as relações sociais são muito mais importantes do que a genética", diz Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica.



por Maíra Magro e Renata Cabral

11 de nov de 2009

Avaliação física faz uso de métodos inovadores

Praticar exercícios traz grandes benefícios à saúde. Mas, para tirar o máximo proveito da atividade física é preciso que seja realizada uma avaliação precisa com a ajuda de métodos inovadores

A prática de atividade física já virou hábito para muitos brasilienses, que lotam as academias e parques públicos da cidade. E, embora seja do conhecimento de todos a importância de se ter o aval de um médico para exercitar-se, muitos não levam tal recomendação a sério, traduzindo a boa imagem no espelho ou os números a menos na balança como sinônimo de boa saúde, o que é, segundo o diretor do Centro de Excelência em Medicina do Exercício do Golden Spa, Leandro Vaz, um grande erro. “Realizar exames mais precisos é vantajoso porque garante ganho de saúde e os resultados são alcançados com muito mais rapidez e eficiência”, afirma. De acordo com o especialista, a tecnologia utilizada na área evolui a passos largos, com equipamentos de ponta que atestam um mapeamento corporal preciso do praticante de exercícios.

Um dos novos exames é o dexa, que ganhou destaque na mídia depois que passou a ser utilizado pelo clube paulista Corinthians. Com ele, a antiga avaliação feita com fitas e adipômetro dá lugar ao método de campo, no qual a composição corporal é medida por meio das dobras cutâneas, onde a gordura acumulada abaixo da pele é mensurada com um equação matemática. O exame, que é realizado na capital federal há mais de um ano, quantifica a gordura total por regiões específicas como, por exemplo, a abdominal, que está ligada à síndrome metabólica. “É como se fosse um scanner que, através de feixes de raios-x, avalia os tecidos de forma segmentada, em gramas, assim como as assimetrias apresentadas”, explica o fisiologista do exercício Renato André Silva.

Conforme Renato, o equipamento permite encontrar assimetrias indicativas de desvios de postura, treinamentos errados ou até disfunções neurológicas. Ele pode ser usado antes de começar uma atividade física e, novamente, cerca de dois a três meses depois, para medir os resultados obtidos. O exame dura 30 minutos e é utilizado por profissionais da área para criar treinamentos específicos embasados na avaliação fidedigna do aparelho. “É um exame muito bom porque fornece as porcentagens em partes. Em um treinamento, pode acontecer do aluno não reduzir o peso, mas sim a gordura abdominal”, avalia o professor Rodrigo Albuquerque, da Ápice Assessoria Esportista. “A avaliação tradicional dá um cálculo estimado e não um dado real, como o dexa”, acrescenta ele.

Para Leandro Vaz, o sucesso do método está ligada à sua sensibilidade para detectar alterações mínimas na composição corporal, além de ser extremamente eficiente para os atletas. “Os resultados do check up esportivo conduzem à prescrição adequada de exercícios e dieta, o que potencializa o alcance das metas estabelecidas e a preservação da saúde”. O terapeuta Bruno Saboia, de 32 anos, concorda. “Para o atleta, o exame dá uma noção exata do próprio corpo. No entanto, qualquer pessoa pode fazer para se conhecer melhor e garantir mais saúde ao dia a dia”, garante ele, que pratica atividade física há mais de 20 anos, conheceu o exame há quatro meses e já sentiu diferenças nos treinos.

Treinamento adequado

Outro forte aliado dos esportistas é a calorimetria indireta, desenvolvida pelo Centro de Medicina do Exercício e Nutrição da Espanha, que analisa com exatidão a taxa de metabolismo em repouso. “Pela diferença entre a quantidade de oxigênio no ar inspirado e expirado, o aparelho calcula com precisão quantas calorias o corpo está metabolizando”, esclarece o fisiologista Renato André Silva.

Segundo o especialista, cada metabolismo é único e perceber como ele funciona é essencial para estabelecer o treinamento adequado. “Se seu gasto calórico diário é de 600 calorias, por exemplo, e você ingere essa quantidade já no café da manhã, toda refeição que for feita posteriormente poderá representar um aumento de peso. Por isso algumas pessoas acham que estão se alimentando corretamente, mas não conseguem ver resultado”, salienta o fisiologista.

Ele explica que, durante o exame, o indivíduo fica deitado por cerca de 20 minutos em fazer absolutamente esforço algum, enquanto os dados são coletados. A análise é feita em jejum, quando o corpo não realizou esforço físico e, por isso, preferencialmente pela manhã. “O metabolismo possui indicativos de funcionamento como a pressão sanguínea e o nível de oxigênio no sangue. Mas, só um desses fatores não é suficiente para determiná-lo”, complementa.

Já o teste ergoespirométrico, bastante conhecido do público em geral, avalia a capacidade cardiorrespiratória em uma esteira ergométrica. “O resultado é uma faixa de frequência cardíaca ideal para a queima de gordura e ganho de massa muscular”, ressalta Renato André Silva.

por Natasha Dal Molin

6 de nov de 2009

Processo seletivo Bio Ritmo Academia

A Bio Ritmo Academia esta abrindo o processo seletivo de estagiários e professores de educação física para as áreas de Musculação, Ginástica e Yoga.



Ginástica


:: Vagas para Estagiários (A partir do 4º semestre)


:: Vagas para Formados


Dia 07/11/09 (Sábado)



Musculação


:: Vagas para Estagiários (A partir do 4º semestre)


Dia 14/11/09 (Sábado)



Yoga


:: Vagas para para profissionais com formação em Yoga


Dia 14/11/09 (Sábado)



Material Exigido


Curriculum atualizado com foto anexa e roupa adequada para prática de atividade física



Horário


9hs - Ginástica / Duração de 3hs (chegar com 15 minutos de antecedência)


9hs - Musculação e Yoga / Duração de 2hs (chegar com 15 minutos de antecedência)




Local


Unidade Bio Ritmo Centro


Rua XV de Novembro, 194


Centro (próximo às estações São bento e Sé do metrô)





Obs.:


Será necessário enviar a confirmação de presença para:


seletivaginastica@bioritmo.com.br (Ginástica e Yoga)


seletivamusculacao@bioritmo.com.br (Musculação)

2 de nov de 2009

Capoeira fará revolução na atividade física, afirma Nuno Cobra

Maravilhosa a iniciativa do setor de Reabilitação Desportiva da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) de implementar a capoeira nas atividades de crianças com deficiência física.

Há mais de dois anos implantado, o projeto demonstra bons resultados médico e terapêutico. As crianças adquiriram melhor equilíbrio, desenvolvimento mental, disciplina e sociabilização.

A capoeira é realmente apaixonante, pois reúne atividade física exigente junto com aspectos artísticos e musicais. Ela alia movimentos de força, coordenação, destreza e equilíbrio dinâmico. Além de se caracterizar por um vigoroso exercício cardiovascular.

O exercício da capoeira exige participação dos grandes músculos do corpo, uma particular coordenação motora com movimentos delicados e bastante rigorosos, como saltos mortais para a frente e para trás.

Com tantas vantagens, a capoeira tem tudo para realizar uma futura revolução no campo da atividade física.

Somente a vigorosa atividade de desempenho cardiovascular, seria o bastante para fazer desse esporte uma das atividades físicas mais significativas. Por ter sido trazida pelos escravos africanos e ter assolado primeiramente a região nordeste, possui um lado cultural muito significativo.

Muitas academias estão utilizando a capoeira em suas atividades. E acredito que ela ainda será matéria obrigatória nas escolas, pois como exercício de luta, possui um extrato filosófico muito importante na formação de crianças e jovens tornando-se, por si só, uma atividade extremamente educacional.

O fato dela exigir regras, respeito, atitudes de competitividade e solidariedade leva a um conceito filosófico de luta e respeito muito importante, aliando a idéia de competência e resultado. Como todas as lutas, promove a formação do caráter e da personalidade. A capoeira leva o aluno, através do estimulo artístico, musical e atlético a uma plenitude da sua exuberância, promovendo efeitos da ordem mental, emocional e espiritual.

Capoeira e auto-estima

A exigência de movimentos acrobáticos é um fator a mais no desenvolvimento da auto-estima, fator crucial numa sociedade de formação ‘anulante’ que tira da criança e do jovem o auto-respeito e a auto-admiração: elementos fundamentais no sucesso em qualquer profissão. Ela possui ainda um poder de socialização de rara grandeza, pois emana, através dos grupos de combate, uma amizade solidificada através dos treinamentos. Essa integração social irá ajudar o jovem no futuro, quando esse tiver que trabalhar em equipe dentro das empresas.

Quem pode praticar capoeira?

É um esporte que pode ser praticado em qualquer idade, por qualquer pessoa, em qualquer situação, pois pela sua própria forma de ser, acaba se encaixando no nível de intensidade e exigência tanto cardiovascular, como muscular localizado, no nível que lhe for possível, de acordo com suas condições especificas, independente do seu preparo físico, orgânico ou muscular.

Com treino você se aprofunda ate adquirir um nível de excelência. A capoeira vai de uma simples brincadeira na areia, até complexas acrobacias próprias de ginastas olímpicos, esta é a sua grandeza.

Nuno Cobra é formado pela Escola de Educação Física de São Carlos e pós-graduado pela Universidade de São Paulo. Foi preparador físico de Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Rubens Barrichello, Abílio Diniz entre outros. É autor do best-seller A Semente da Vitória

por Nuno Cobra

27 de out de 2009

Homens casados praticam mais exercícios que suas mulheres, diz médico

Foram avaliados 345 casais com idade entre 70 e 79 anos.


Atividade física é determinante para manter longevidade.



Sabe aquele simpático casal de idosos que você conhece e algumas vezes inveja por vê-los fazendo exercícios sempre juntos? Se a mulher é fisicamente ativa, seu marido tem três vezes mais chances de ser também ativo fisicamente.



Essa foi a descoberta de uma pesquisa realizada por cientistas norte-americanos. Para chegar a essa conclusão foram avaliados 345 casais de um grupo de mais de três mil homens e mulheres com idade entre 70 anos e 79 anos.



Todos os participantes responderam a questionários que permitiram a análise da atividade física total dessas pessoas.



Os homens casados foram os que apresentaram maior índice de participação em exercícios, seguidos por suas esposas que foram as mulheres mais ativas do grupo.



Mesmo quando os fatores que poderiam mascarar os resultados foram levados em conta, como índice de massa corporal e presença de doenças crônicas, os casados permaneciam na ponta.



A pesquisa ("Influence of Marital Status on Physical Activity Levels among Older Adults", na "Medicine & Science in Sports & Exercise" 38(3):541-546) é mais uma razão cientifica para nos mantermos ativos mesmo após chegarmos à chamada terceira idade.



Cada vez mais a ciência prova que a prática de exercícios regulares é a prevenção mais barata e das mais eficientes para diminuir o impacto de doenças crônicas e também preservar a nossa qualidade de vida.



por Luís Fernando Correa

24 de out de 2009

Exercício não faz você emagrecer, qual influência para o fitness atual

Alguns donos de academias descobriram que o exercício tem impacto zero na perda de peso, mas muitos ainda colocam a perda de peso nas suas negociações de vendas. Mesmo que apenas um por cento das academias dos EUA continuem a vender o exercício como a solução para a perda de peso, as academias serão vistas como "malandras", que não dizem a verdade e que fazem qualquer coisa para vender.

Nos anos 70 as pesquisas de obesidade começaram a promover o exercício como fundamental para perda de peso. Mas considere isso:

:: Somente cinco por cento das pessoas que tentam perder peso conseguem mantê-lo depois, mesmo aqueles que são mais adeptos ao exercício.

:: Algumas pesquisas mostram que as pessoas obesas já gastam mais energia do que pessoas com mesma altura, peso, sexo, e estrutura óssea. Ou seja, eles gastam mais calorias com a mesma quantidade de exercício.

Descobertas recentes mostram que fazer exercícios não faz você emagrecer!

:: De acordo com um artigo do dia 17 de agosto da revista Time Magazine, o papel do exercício na perda de peso tem sido superestimado. Dr. Timothy Church, responsável da área de metabolismo na Louisiana State University dividiu 464 mulheres obesas que não se exercitavam em 4 grupos. Três desses grupos trabalharam com um personal trainer por 72, 136 e 194 minutos por semana por seis meses. O quarto grupo, de controle, não fez nenhuma mudança em seu estilo de vida. Surpreendentemente, mulheres que se exercitaram com um personal trainer não perderam uma quantidade significativamente maior de peso do que o grupo controle que não se exercitou. Alguns dos grupos na verdade ganharam peso que variava em até 10 libras (a maioria em massa magra)! Mesmo assim, eles não perderam mais gordura corporal do que o grupo controle.

:: Uma matéria de 2001 da Obesity Research Journal afirmou que um quilo de músculo queima aproximadamente seis calorias por dia em um corpo em repouso comparado com as duas calorias de gordura que queima. Em outra palavras, depois de você treinar duro para converter 10 quilos de gordura em músculo, você só estaria apto para comer um extra de 40 calorias por dia antes de começar a engordar novamente.

:: Um garrafa de Gatorade contém 130 calorias. Se você estiver quente e com sede depois de um treino forte, é fácil tomar toda aquela garrafa, fazendo sua ingestão e gasto calórico serem quase o mesmo.

As boas notícias sobre o exercício ainda são verdadeiras.

Exercício previne doenças, amplia a saúde cerebral e capacidade cognitiva. Pessoas mais velhas que se exercitam pelo menos uma vez por semana são 30% mais capazes de manter a função cognitiva. Pessoas com dores nas costas que se exercitam por quatro dias na semana possuem 36% menos perda de função do que aqueles que se exercitam de três a quatro vezes por semana.

Dito isso, muitas pesquisas de obesidade discutem que níveis baixos de atividade física – do tipo que os humanos tem feito há milhares de anos - podem na verdade ser mais efetivos do que estímulos intensos ocasionais de exercício em uma academia, em parte porque ficar sentado o dia todo, e então treinar 30 minutos produz stress.

Em que medida você confia em pesquisa?

Gina Kolata, uma colunista de ciência do New York Times e palestrante na International Health, Racquet & Sportsclub Association Convention, escreveu o livro

Pouquíssimas pesquisas puras são feitas na área da saúde com grupos de controle confiáveis, sendo que a maioria dos dados sobre saúde são apenas balelas. Nós também sabemos pelo trabalho da Dartmouth Medical School, que foca em Medicina Baseada em Evidências, que a maioria das decisões feitas por instrutores não é baseada em evidências, mas sim em experiências passadas, tradições e normas locais. Dartmouth testou isso em pesquisas com crianças com amídalas infectadas, e pra quem as amídalas seriam normalmente retiradas via cirurgia. No estudo, cada criança com infecção nas amídalas era simplesmente tratada com antibióticos, e os resultados mostraram que não haveria benefícios significativos em realizar a cirurgia. Por causa disso, amídalas são raramente retiradas hoje em dia. Muitos de nós somos velhos o suficiente para lembrar que na nossa infância amídalas infeccionadas eram sempre retiradas, mas isto mudou pois não há nenhuma evidência médica para essa prática antiga!

O que você pode fazer sobre essas questões?

Seja limpo em sua atuação, possua métodos em sua academia, tire o emagrecimento de seus scripts de vendas e promoções. Exercício é exercício, perda de peso é perda de peso, e donos de academias inteligentes manterão essas duas coisas separadas. Se você possui um programa nutricional como o Take It Off desenvolvido por Casey Conrad, ou APEX e/ou Body Bugg, programas estruturados para mudar hábitos nutricionais, você certamente pode promover a perda de peso.

A Oportunidade/Ameaça aqui é que se você fizer a separação do fitness e a perda de peso seriamente você terá uma razão forte para vender a perda de peso baseada em nutrição, juntamente com seu programa de fitness.

Por Will Phillips

Livro: Ultimate Fitness: A busca da verdade sobre saúde e exercício em 2004. Mesmo como uma adepta comedida de atividade física, Kolata desmascara a maioria dos mitos do fitness que as academias divulgam sobre exercícios e como fazer isso.

20 de out de 2009

Pais omissos geram crescimento da obesidade infantil

Pesquisa mostra que os adultos sentem culpa na hora de proibir os maus hábitos

Falta pulso firme aos pais na hora de controlar a dieta dos filhos. A conclusão é de um estudo, realizado na Escola de Medicina de Harvard (EUA) , a respeito do crescimento dos casos de obesidade infantil. Após acompanhar a rotina de 440 pais de crianças com sobrepeso ,os médicos descobriram que o problema, na maioria das vezes, não está na falta de informação: os adultos sabem o que prejudica a saúde dos filhos, mas sentem-se inseguros em proibir os maus hábitos.

Os pais foram estimulados a vetar a televisão na hora das refeições, reduzir o consumo de fast-food, cortar os refrigerantes, obrigar a prática de exercícios físicos e aumentar o número de refeições feitas. Mas nem sempre as mudanças aconteceram: muitos adultos sentiam-se castigando as crianças ao assumir algumas das medidas as limitações quanto ao uso da televisão e as refeições em família foram as regras mais desrespeitadas. O grupo incluía pais de crianças com idades entre dois e doze anos.

"As crianças aprendem muito com os exemplos. Se os pais proíbem as refeições em frente da televisão, mas fazem lanches na cama, perdem a autoridade", afirma a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella. "Para manter a saúde e o peso ideal, a rotina de toda a família precisa ser saudável. Sem diferenças, fica mais fácil manter a linha: se ninguém em casa toma refrigerante, por exemplo, a tentação some da geladeira"

O estudo também identificou que os adultos que se mantinham no peso ideal mostraram-se mais à vontade para impor as proibições às crianças ao contrário dos pais obesos, mais relutantes em manter as restrições. A autoconfiança também se apresentou diretamente proporcional ao nível de estudo dos pais: aqueles com graduação superior mantiveram-se mais firmes.

18 de out de 2009

Cansaço durante o treino sinaliza falta de preparo físico ou problemas de saúde

Hidratação, respiração, alimentação e período de descanso amenizam o problema

Um, dois, três, quatro. Quatro, três, dois, um! De novo: um, dois, três, qua-tro, trêeees, d-o-i-s.... Afê. Não aguento, chega! Parece engraçado, mas essa sensação de cansaço é muito comum e atrapalha muita gente na hora de treinar. Falta de preparo físico, respiração errada, pouco descanso, desidratação e alimentação incorreta são algumas das principais causas do problema. "Muita gente começa a treinar achando que a quantidade de exercícios interfere no resultado final e daí exageram na medida, descansam pouco, malham demais e assim comprometem a saúde", explica Valéria Alvim, personal trainer do MinhaVida.

"Se o problema é a falta de preparo físico, o treino tem que ser gradativo. Para que o aluno melhore o rendimento, não basta ficar sempre na mesma intensidade. É necessário que comece a receber pequenos estímulos para que a frequência cardíaca varie entre a alta e a normal. Só assim o condicionamento físico vai melhorar e o aluno vai poder dar adeus ao cansaço, explica o atleta Leandro Carvalho, especialista do MinhaVida. Logo abaixo, seguem as dicas para te ajudar a afastar a falta de pique e manter a forma.

O primeiro passo

Faça uma avaliação física antes de iniciar o treino. É por meio dela que detectamos problemas de saúde e descobrimos o treino mais adequado. A avaliação é simples e pode ser feita na academia, hospital, laboratório ou clube. "Com a avaliação, podemos programar a intensidade e a potência do treino, sem prejuízos para a saúde", diz Valéria. O programa de treinamento deve ser progressivo, ou seja, avançar de acordo com o nível de condicionamento físico e necessidade do aluno.

Você sabe como está a sua pressão?

A pressão sanguínea demonstra a resistência do seu coração. Se você tem um melhor condicionamento físico, em decorrência da prática regular de exercícios físicos, e segue uma alimentação balanceada, a pressão fica mais baixa. Por isso, o exercício é um ótimo aliado para prevenir e controlar a pressão alta. Durante o exercício físico, a pressão tende a subir, mas o nosso organismo se adapta a situação, permitindo a dilatação ou constrição dos vasos sanguíneos, ajudando a mantê-la estável. Se ela se alterar muito, é sinal de que tem algo errado com o seu organismo.

Nível de ferro

Um dos motivos para o cansaço que impossibilita a manutenção do nível de esforço pode ser a ocorrência de anemia, que caracteriza-se pela baixa quantidade de ferro no organismo. "O médico deverá interpretar o seu exame para decidir se você deve ou não malhar e qual seria a intensidade do treino", explica a personal.

Nível de colesterol

Ele também indica como anda seu coração, e se as taxas de gordura no sangue não estão elevadas ao ponto de obstruir as artérias e aumentar a pressão sanguínea. "A malhação é mais do que adequada para combater o problema, porém, se feita na dose errada, pode trazer consequências sérias", alerta Valéria.

Gordura corporal

"Se os índices de gordura corporal forem altos, a tendência é que a pessoa sinta mais cansaço até voltar ao peso ideal. Valéria explica que nesses casos, o ideal é que treinador e nutricionista trabalhem juntos para não deixar que o atleta exagere na dose de exercícios e comprometa a saúde".

Depois do check up, o treino

1. Mantenha uma rotina de 4 a 6 vezes por semana de exercícios regularmente

2. Comece devagar, faça exercícios de 3 a 4 vezes por semana em dias alternados e vá aumentando a intensidade e os dias de exercício.

3. Faça um bom aquecimento antes dos exercícios e alongamento depois do treino

4. Beba água na quantidade certa. A hidratação é fundamental para repor líquido e nutrientes, perdidos durante os exercícios. "Muitas pessoas perguntam qual a quantidade de água ou isotônico a ser tomada durante o exercício. Há uma recomendação de tomar 200 ml cerca de 1 hora antes dos exercícios, de 80 a 120 ml a cada 15 minutos de exercício e até 1 litro depois dos exercícios, em pequenos goles, mas não dá para generalizar", diz Valéria.

5. Use roupas e calçados apropriados para a atividade que você irá fazer. As roupas devem ser leves. Se forem pesadas e muito quentes, poderão aumentar o cansaço durante o exercício. O mesmo serve para os calçados. Se forem inadequados, poderão incomodar e até machucar os pés durante e depois do exercício e causar cansaço em excesso.

6. Use boné, óculos e protetor solar se você estiver treinando na rua e prefira um horário em que o sol está mais fraco

7. Respeite o seu limite e período de descanso de acordo com o seu nível de condicionamento físico e a atividade praticada. "Investir pesado não significa resultados mais rápidos, ao contrário, o descanso é fundamental para alcançar suas metas", alerta Valéria.

8. Respire pela boca, pois há um maior fluxo de oxigênio. Quanto mais intenso, mais curta se torna a respiração. É importante fazer exercícios respiratórios para melhorar o seu fluxo respiratório. A yoga é uma boa dica para melhorar a respiração.

14 de out de 2009

Treino de 15 minutos atrai alunos às academias de SP no preparo para o verão

Redes chegam a registrar aumento de até 50% na procura neste período.
Aulas funcionais e com foco no abdômen também são muito procuradas.

Pode até ter chuva e tempo fechado, mas a primavera chegou - e com ela, a corrida às academias para se preparar para o verão. Em algumas redes de São Paulo, a expectativa é que a procura pelas aulas aumente até 50% neste trimestre em relação ao anterior. Entre as apostas para atrair os alunos estão treinos de apenas 15 minutos e aulas que permitem exercícios funcionais com elásticos, utilizando movimentos do pilates.

“As pessoas deixam para treinar mais forte nessa época do ano, é a corrida para o verão. Com essa aula, é possível fazer o treinamento intenso em pouco tempo, ideal para quem tem pouca disponibilidade de tempo. É uma aula bem pesada”, explica a coordenadora de ginástica da academia 4Fit, Thaís Costa Scala. Chamado de Fit Express, o treino de 15 minutos aparece em três versões – glúteos, abdômen e alongamento.

Para a administradora Fátima de Carvalho, de 47 anos, as aulas curtas foram essenciais para que ela continuasse na academia. “Eu costumava ficar uma hora e meia na academia, mas comecei a trabalhar e estou sem tempo. Agora, tem dia que vou e só faço 15 minutos de glúteos. Gosto muito, dá um resultado bem legal”, contou ela. “O treino é curto, mas bem intensificado. Não estou me sentindo culpada por estar fazendo menos tempo de exercícios.”

A academia também implantou uma aula de bike mais curta, de 30 minutos, justamente para quem só pode fazer exercícios em intervalos pequenos. “Como o foco é o verão, essas aulas que queimam mais calorias ficam lotadas”, conta Thaís.

Foco no abdômen

Uma preocupação especial de quem quer se preparar para a praia no fim do ano costuma ser a barriga, que precisa estar sarada. Uma opção para atender essa demanda é o Bio Suspension Training (BST) da academia Bio Ritmo. A modalidade combina exercícios do treinamento funcional – que trabalha os movimentos naturais do corpo, sem sobrecarga – com o treinamento em suspensão – elásticos presos no teto que são utilizados nos exercícios.

“É uma aula que traz consciência corporal e trabalha a força de maneira proporcional ao condicionamento de cada um. Essa e outras aulas que têm muito trabalho no abdômen estão lotadas”, explica a professora Nádia Loureiro. Com meia hora de aula, é possível queimar até 400 calorias. “A gente sempre fica preocupado nesta época do ano por causa do verão, do teste do biquíni. Ela ajuda porque fortalece os músculos, mantêm o abdômen tensionado”, explica a dentista Fernanda Vilas Boas, de 29 anos, que faz a modalidade há um mês.

Frequentador assíduo da academia, na qual vai cinco vezes por semana e passa cerca de duas horas por dia, o químico Fernando Daum, de 37 anos, usa a aula de BST como recurso para intensificar os treinos para o verão. “O fortalecimento é muito bom. Já aumentei um pouco os treinos para definir a barriga, e essa aula ajuda a quem quer manter a forma e ficar sarado. Agora, vão ser treinos intensos até 23 de dezembro.”

Segundo a rede, a demanda nesta época do ano costuma ser 30% maior que a registrada no inverno. Em 2009, entretanto, esse movimento começou no fim de setembro – quando geralmente é feito no início do mês. Segundo a academia, a demora para a volta aos exercícios se deve ao frio fora do normal e à nova gripe, que deixou as pessoas mais reclusas durante o inverno.

No embalo dos ritmos

Quem não gosta tanto de aulas de ginástica também tem opções. A academia Competition lançou recentemente uma aula chamada Latin Fiesta, que reúne ritmos caribenhos para fazer seus alunos queimarem calorias e melhorarem o condicionamento físico. A rede também oferece aulas com o treinamento em suspensão, com o mesmo princípio do BST da Bio Ritmo.

Segundo o coordenador de ginástica da academia, Sandro Nunes, a frequência nas aulas no mês de setembro foi a segunda maior do ano. Isso se reflete nas agendas dos personais trainers, lotadas.

“Tive três alunos que voltaram a treinar este mês. Eu nem tinha mais o horário que eles costumavam fazer. Falei que só podia às 6h, achando que eles não iriam querer, mas toparam”, contou Denis Di Loreto, que trabalha na 4Fit. “É um horário que eles normalmente não fariam. Estou com a parte da manhã lotada, das 6h às 13h é um aluno atrás do outro. O verão faz isso com as pessoas, elas não querem aparecer mal.”

8 de out de 2009

Os custos de ter um funcionário sedentário

Despesas referentes a problemas de saúde de um funcionário sedentário podem chegar a cerca de 330 dólares por ano, segundo o jornal The Physician and Sportsmedicine, destinado a médicos que tratam do equilíbrio entre saúde e exercícios físicos. Esse valor não inclui custos indiretos, como a compensação por ausência no trabalho, perda de produtividade ou doenças crônicas causadas pelo sedentarismo, como diabetes e alguns tipos de câncer.

A Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos, disponibiliza em seu site uma ferramenta que permite estimar essa perda através de um rápido teste, disponível apenas para empresas norte-americanas. De acordo com a instituição, um aumento de apenas 5% nas atividades físicas pode reduzir significativamente os custos com cuidados de saúde e perda de produtividade. Kristin Wehner, colunista de saúde da revista Entrepreneur, reuniu cinco dicas de como oferecer qualidade de vida aos seus funcionários.

Confira:


1) Dê o exemplo: Na hora de apoiar os cuidados com a saúde dos funcionários, as organizações mais bem sucedidas contam com o exemplo de superiores e dos que estão há mais tempo trabalhando na empresa.

2) Faça avaliações: Pesquisar sobre os interesses dos funcionários e fazer avaliações dos riscos de saúde pode ajudar a descobrir quais as necessidades da força de trabalho de sua empresa. Você pode começar com medições de peso e pressão sanguínea, por exemplo.

3) Forneça treinamentos: Dê todo apoio para que os funcionários deixem a rotina sedentária. Investir no desenvolvimento de programas e treinamentos para eles ajuda bastante.

4) Crie um ambiente de trabalho saudável: Não adianta fixar um papel na parede divulgando que sua empresa apóia a qualidade de vida. Faça crescer uma cultura organizacional que valorize ações como horário de trabalho flexível, licença maternidade e paternidade, e regras para fumantes.

5) Estimule as atividades físicas: Você não precisa construir uma super academia dentro da empresa, mas pode criar um programa próprio de exercícios. Incentivar o uso das escadas no lugar de elevadores e criar um grupo de ciclistas são algumas sugestões que podem render bons frutos.

4 de out de 2009

Parada súbita de atividade física pode trazer sintomas de depressão

Fadiga e irritabilidade aparecem logo após interrupção dos treinos.
Alteração está ligada ao sistema parassimpático.

Pesquisadores de Maryland, nos Estados Unidos, comprovam que parar de fazer exercícios leva a alterações do humor e a quadros depressivos. Pesquisas anteriores haviam demonstrado que os sedentários são mais propensos a desenvolver quadros depressivos e que a parada súbita de exercícios pode trazer sintomas de depressão.

Fadiga, irritabilidade e tensão emocional costumam aparecer logo após a interrupção dos treinos.

Para comprovar essa relação os cientistas acompanharam 40 homens e mulheres que costumavam malhar pelo menos três vezes por semana.

Metade dos participantes parou de se exercitar e a outra metade continuou com os treinos regulares. Os dois grupos foram avaliados semanalmente pelos pesquisadores.

As avaliações buscavam sintomas como alterações de apetite, dificuldades de dormir e fadiga, bem como alterações do humor e irritabilidade.

Se em média os participantes não mostravam perda significativa do seu condicionamento físico, os mais condicionados também eram os que mostravam a perda mais aguda de capacidade.

Esses mesmos indivíduos também foram os que mudaram mais de humor após a parada dos exercícios.

Os cientistas acreditam que essa alteração esteja ligada ao sistema parassimpático e que o exercício funcione como uma válvula de escape natural trazendo mais equilíbrio ao que o praticam regularmente.

Essa não é mais uma razão para começar ou retomar suas atividades logo?

30 de set de 2009

Adequabilidade dos modelos de periodização do Treinamento Desportivo

O estudo teve como objetivo identificar, sob o ponto de vista da adequabilidade, qual o melhor modelo de periodização do Treinamento Esportivo. Para a avaliação da adequabilidade, considerou-se dois indicadores: a estrutura da periodização, que poderia ser classificada como “Completa” (se possuísse os períodos de preparação, competição e transição), “Adaptada” (caso só constasse de dois dos períodos) ou “Indefinida” (no caso de não se conseguir caracterizar as fases); e forma de modulação da carga, baseada nas dimensionais de volume e de intensidade, que podem se comportar de três maneiras distintas: variação de predominância, predominância de volume ou predominância de intensidade. A ferramenta metodológico-estatística para a realização do estudo foi a metanálise, para traduzir os dados das informações necessárias a esta pesquisa. Foram utilizadas 103 citações sobre periodização do treinamento esportivo, advindos de artigos e livros obtidos por pesquisa sistemática, nas bases de dados.


29 de set de 2009

Treinamento Funcional para Natação

Você está procurando alcançar uma margem competitiva sobre seus oponentes? O desenvolvimento de uma musculatura central forte junto com um treinamento funcional para a natação, pode ser exatamente o que a seu programa está faltando. Muitos programas se enfocam somente nos números no ginásio, esquecendo que a natação é uma atividade tridimensional, pelo quais os lucros em força têm um valor mínimo na melhora da destreza. O treinamento funcional pode melhorar a habilidade do corpo para gerar potência a partir da musculatura central. Freqüentemente ouvirá falar do centro (os músculos abdominais e das costas) descrito como o centro de potência do corpo. Isto é porque quando se treina corretamente, estes músculos atuam de maneira sinérgica para melhorar dramaticamente seu rendimento esportivo. Isto não significa que você tenha que fazer centenas de abdominais por dia. A não ser significa que você deve treinar de forma específica, e praticar como se competira.


28 de set de 2009

A Educação Física, deveria analisar a cultura corporal em vez de formar atletas

Para o especialista da Universidade de São Paulo, a função da disciplina é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos

De todas as disciplinas do Ensino Fundamental, provavelmente a Educação Física foi a que sofreu transformações mais profundas nos últimos tempos. Mudanças pedagógicas e na legislação fizeram com que até mesmo sua missão fosse questionada. Se até a década de 1980 o compromisso da área incluía a revelação de craques e a melhoria da performance física e motora dos alunos (fazê-los correr mais rápido, realizar mais abdominais, desenvolver chutes e cortadas potentes), hoje a ênfase recai na reflexão sobre as produções humanas que envolvem o movimento. Se antes o currículo privilegiava os esportes, hoje o leque se abre para uma infinidade de manifestações, da dança à luta, das brincadeiras tradicionais aos esportes radicais. Ecos da perspectiva cultural, que domina pesquisas e ganha cada vez mais espaço nas escolas.

Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.

Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?
MARCOS GARCIA NEIRA Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.

Na prática, quais foram as principais transformações?
NEIRA Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.

Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?
NEIRA É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.

Como deve ser uma aula ideal?
NEIRA Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia. A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.

Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?
NEIRA O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?

Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?
NEIRA É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.

Campeonatos e festivais esportivos continuam tendo espaço?
NEIRA Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.

Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?
NEIRA Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.

Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?
NEIRA O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.

Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?
NEIRA O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos. Há academias ou ruas de caminhada, por exemplo?

Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?
NEIRA Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.

Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?
NEIRA Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla. A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido.

Como isso funciona na prática?
NEIRA É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.

Como desenvolver o senso crítico?
NEIRA Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.