30 de out de 2010

Novo tratamento para o suor em excesso.

http://www.idademaior.iol.pt/multimedia/29651/300x300/Cientistas brasileiros provam que é possível controlar o problema com comprimidos, sem necessidade de cirurgia

A expressão “suar em bicas” pode parecer exagero para muita gente. Não para o corretor de imóveis Hamilton Fernando Silva, 41 anos, portador de hiperidrose – um distúrbio nas glândulas sudoríparas no qual elas trabalham demais e levam a pessoa a transpirar muito além do normal. Para evitar o constrangimento do excesso de suor descendo pelo rosto, fizesse frio ou calor, Silva criou o hábito de andar sempre com uma toalhinha. A companheira inseparável, porém, foi aposentada há oito meses. Na verdade, substituída. Em vez do pedaço de pano, ele agora leva consigo comprimidos de oxibutinina, que toma uma vez por dia. “É maravilhoso. Antes precisava enxugar o rosto o tempo todo. Com a medicação, isso acabou”, comemora.

Silva é um dos participantes de um estudo recém-concluído da Universidade de São Paulo sobre o uso da oxibutinina para o tratamento da hiperidrose. Os resultados desse trabalho, coordenado pelo médico Nelson Wolosker, professor do departamento de cirurgia vascular, são alentadores: entre 50% e 70% dos pacientes responderam bem ao medicamento. “Antes, as opções disponíveis para tratar o problema eram a cirurgia ou o botox”, fala Wolosker. No entanto, o efeito da toxina botulínica não é definitivo e a substância precisa ser reaplicada periodicamente. O procedimento cirúrgico também não é garantia de cura. Há pessoas que, após a operação, passam a suar exageramente em outras regiões do corpo. É a chamada hiperidrose compensatória.

As tentativas de usar remédios contra a hiperidrose não são novidade. Substâncias da mesma família da oxibutinina são testadas há décadas, sem muito sucesso devido aos efeitos colaterais. O avanço obtido pelo grupo brasileiro foi testar a oxibutinina e minimizar as reações adversas. “Dor de cabeça e boca seca eram as principais reclamações”, conta Wolosker. Além disso, a oxibutinina provou ser uma solução para quem desenvolve a forma compensatória da doença. Por isso há expectativa pelo uso do tratamento por outros especialistas. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Guilherme Pitta, o órgão aguarda apenas a publicação dos estudos para divulgar a nova diretriz aos seus associados. “Com a comprovação científica da eficiência do método, podemos orientar outros médicos a usá-lo também”, diz Pitta.

29 de out de 2010

Ame a si mesmo para ficar saudável.

http://www.educacaofisica.com.br/destaques/home/imagens/1910_64.jpgBenefícios da auto-estima

Ter uma auto-estima elevada não gera só uma sensação de bem-estar - esse estado emocional também gera benefícios físicos.

Parece que pensar bem sobre nós mesmos pode oferecer uma proteção efetiva sobre o coração e o sistema imunológico.

Uma alta auto-estima nos faz sentir mais seguros quando nos confrontamos com ameaças. Ainda que, na sociedade moderna, essas ameaças tendam a ser relacionados mais ao status social do que a perigos físicos.

A conclusão é da equipe do psicólogo Andy Martens, da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

Da mente para o corpo

Os pesquisadores queriam saber se os efeitos benéficos da auto-estima vão além do nível emocional, e se seriam capazes de interferir com nossas respostas fisiológicas.

Para descobrir, eles realizaram uma série de experimentos envolvendo um total de 184 participantes.

Em um estudo, os participantes receberam feedbacks falsos sobre sua inteligência ou sua personalidade, feedbacks esses que foi estruturados para aumentar ou diminuir sua auto-estima.

Em outro estudo, foi-lhes pedido para dar notas aos seus níveis naturais de auto-estima. Isso foi repetido todos os dias durante duas semanas.

Para monitorar as respostas fisiológicas, os cientistas analisaram a atividade do tônus vagal cardíaco dos participantes - uma medida de quão fortemente o sistema nervoso parassimpático influencia o coração.

O sistema nervoso parassimpático age para acalmar o coração, enquanto o sistema nervoso simpático prepara o corpo para a ação - seja a ação de lutar ou de correr.

Como o parassimpático ameniza o estresse e diminui as inflamações, quando ele fica deficiente o corpo pode sofrer com problemas cardiovasculares ou com doenças autoimunes.

Auto-estima e saúde

Os resultados mostraram uma correlação entre uma auto-estima elevada e um tônus vagal mais elevado.

O efeito foi relativamente pequeno, mas Martens e seus colegas afirmam que este é o primeiro estudo a mostrar como uma mudança na auto-estima pode levar a uma mudança imediata na fisiologia - um passo importante no sentido de "preencher a lacuna" entre a auto-estima e a saúde.

Como aumentar sua auto-estima? Martens sugere cercar-se de amigos e familiares que o apoiem. Segundo o psicólogo, o suporte de pessoas que deem feedbacks positivos convincentes tem um efeito muito maior do que simplesmente ficar tentando pensar positivamente.

22 de out de 2010

Conheça o Double Dutch a modalidade esportiva que chega ao Brasil.

 http://www.skip-hop.co.uk/images/double-dutch-skipping-skip-hop.jpg

Esporte com cordas

Após cumprir no mês passado os dois anos exigidos pelo Ministério do Esporte para se confirmar a fundação e sustentação de entidade de responsabilidade nacional de uma modalidade esportiva, a Confederação Brasileira de Double Dutch e Rope Skipping, a CBDDRS, começa a promover e organizar as equipes de Double Dutch, ou corda dupla. Dessa forma as crianças têm uma nova opção para se divertirem ou seguirem como esporte de alto rendimento e os profissionais de educação física, uma nova opção para seguir.

Visando aumentar o número de profissionais capacitados na técnica e arbitragem da modalidade, a CBDDRS promoverá cursos de técnica e arbitragem em Double Dutch, começando dia 30/10 em São Paulo com o curso intensivo. Os profissionais que concluírem o curso estarão automaticamente filiados à CBDDRS para o período de 2010 e 2011, podendo ser contratados pela mesma.

Da Holanda para Nova York

Double Dutch começou como uma brincadeira praticada por holandeses, que usavam duas cordas ao invés de uma, inovando a própria brincadeira de pular corda. Ao colonizarem Nova Amsterdã (atual Nova York) levaram a brincadeira para os americanos que a acolheram bem. Até que em 1972 o detetive David Walker , andando pela periferia de Nova York, conheceu a atividade e se interessou, passou a assistir com mais freqüências as crianças pulando, então pensou nos benefícios como uma atividade esportiva. Em 1973, David criou regras, fundou a Liga Americana de Double Dutch, em seguida a Federação Internacional de Double Dutch e Liga Nacional de Double Dutch. Com 38 anos de esporte, a modalidade se encontra como uma mania em alguns países, por ser contagiante e de rápida evolução, esta sendo difundida em diversos outros países como o Brasil.

Para saber mais

Confederação Brasileira de Double Dutch e Rope Skipping (CBDDRS)
Site: http://cbddrs.org.br/
Tel.: (17) 3021-1150

18 de out de 2010

Quem dorme pouco perde mais músculo e menos gordura.


 http://www.educacaofisica.com.br/destaques/home/imagens/1110_15.jpg

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais dificuldade para perder gordura quando fazem dieta do que aquelas que dormem mais de oito horas.

De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), quem está fazendo dieta e dorme pouco emagrece, mas a quantidade de gordura eliminada é quatro vezes menor do que a quantidade de massa magra perdida.

A pesquisa, publicada na revista "Annals of Internal Medicine", avaliou pessoas de 35 a 49 anos com obesidade ou sobrepeso. Os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos ao mesmo regime alimentar de restrição calórica.

A única diferença foi a quantidade de horas de sono -enquanto um grupo dormiu oito horas e meia por noite, o outro dormiu cinco horas e meia.

Depois de duas semanas, a média de perda de peso dos dois grupos foi a mesma: cerca de 3 kg. Mas houve uma diferença de 55% na quantidade de gordura perdida.

Quem dormiu menos eliminou cerca de meio quilo de gordura e 2,5 kg de massa magra. Já quem dormiu mais perdeu 1,5 kg de gordura.

Os participantes do estudo também foram questionados sobre a sensação de saciedade. Constatou-se que as horas a mais de sono também ajudaram a controlar a fome e diminuir o apetite.

De acordo com os pesquisadores, quem dormiu pouco teve uma produção maior de grelina, hormônio que provoca a fome e reduz o gasto energético.

Além de ter níveis maiores de grelina, essas pessoas produziram mais uma substância que aumenta o apetite: a grelina ácida.

Apesar dos resultados significativos, o estudo tem algumas limitações, como por exemplo o número de participantes, dez, considerado pequeno para resultados definitivos. Outra limitação é que a experiência durou apenas duas semanas.

Mesmo assim, os autores do trabalho acreditam que os resultados podem ajudar nos tratamentos de obesidade e distúrbios do sono.

8 de out de 2010

Tribunal científico: adultos devem ou não tomar leite?

Acusações ao leite

O leite de vaca tornou-se um alimento polêmico.

Existe o consenso de que as crianças devem tomar leite, desde que não apresentem hipersensibilidade às suas proteínas, intolerância à lactose ou manifestem outros fatores impeditivos.

Quanto aos adultos, a ingestão de leite é controversa. O leite é visto como causador de alergias - principalmente, sua fração proteica -, intolerância à lactose, asma, rinite, aumento da produção de secreções mucosas, diabetes, catarata, câncer do ovário, entre outras doenças.

Ademais, a despeito dos avanços da indústria de laticínios - que com o desenvolvimento de novas técnicas de processamento têm possibilitado a obtenção de produtos mais seguros do ponto de vista higiênico-sanitário -, ainda assim existem problemas de contaminação do leite por antibióticos, micotoxinas, hormônios e pesticidas agrícolas - além da ocorrência de fraudes.

Defesas do leite

Entretanto, o leite e seus derivados constituem importantes fontes de minerais, vitaminas e proteínas de alto valor biológico.

O produto contém nutrientes capazes de modular funções fisiológicas específicas, o que o torna fonte de ingredientes funcionais promotores da imunomodulação - estimulação do sistema imune.

O consumo de leite está associado à prevenção de osteoporose, hipertensão arterial, ao controle do peso corpóreo e até a modulação da gordura corporal, entre outros fatores. Ele contribui também na atividade antimicrobiana e antiviral.

O consumidor, ao se defrontar com problemas e benefícios associados à ingestão de leite, se sente sem rumo e em geral não encontra orientação consensual entre os profissionais da saúde.

Jurados

Motivada pela polêmica e pela desorientação envolvendo o consumo de leite por adultos, a pesquisadora Adriane Elisabete Antunes de Moraes, professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, campus de Limeira, uniu-se à pesquisadora Maria Teresa Bertoldo Pacheco, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), com o objetivo de realizar uma revisão abrangente da literatura científica envolvendo o tema.

O objetivo era resgatar evidências científicas que permitissem apresentar mitos e fatos envolvendo o consumo de leite pelo adulto.

Ao se darem conta da dimensão da tarefa, as pesquisadoras decidiram levá-la a cabo organizando uma equipe multidisciplinar constituída por profissionais das áreas de Nutrição, Biologia, Medicina, Engenharia de Alimentos, Química, Bioquímica, Zootecnia, Farmácia e Economia.

A sentença, em 500 páginas Do trabalho resultou o livro Leite para adultos: mitos e fatos frente à ciência, editado por elas, também autoras de vários dos capítulos.

Dividida em quatro partes, a obra aborda o leite como alimento polêmico; alimento nutritivo; fonte de ingredientes funcionais; e dá um panorama da evolução histórica de seu consumo, focando aspectos genéticos.

O trabalho foi realizado em apenas dois anos, desde a primeira reunião até o lançamento da obra, que tem cerca de 500 páginas.

A professora afirma que "a ideia foi apresentar argumentos contrários e favoráveis ao consumo de leite por adultos para que o leitor possa tomar sua decisão individualmente". Reconhece que o público-alvo deve ser mais especificamente constituído por profissionais ligados à área da saúde e alimentos: nutricionistas, médicos, zootecnistas, veterinários e os que trabalham na cadeia do leite.

Adriane esclarece que a obra traz informações atualizadas e abrangentes sobre o tema e pretende oferecer aos profissionais da área de alimentos e saúde, bem como para a população em geral, um manual de consulta que possa trazer benéficos individuais e coletivos.

Ao final do prefácio, as autoras-editoras convidam o leitor "a ser júri deste tribunal científico e a formar uma opinião crítica sobre o tema e desta forma absolver ou condenar o réu".

Por que adultos tomam leite

Segundo Adriane, o leite é um alimento de excelente qualidade nutricional. Apresenta adequado equilíbrio de macro e micronutrientes, fatores de crescimento, imunoglobulinas, satisfazendo todas as necessidades nutricionais dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

O homem optou pela ingestão do leite ao longo da vida devido à escassez de alimentos e até de água, por apreciar-lhe o gosto, por questões psicológico-afetivas relacionadas à infância e para promoção da saúde, principalmente as relacionadas à manutenção da saúde de ossos e dentes.

A introdução do leite na dieta do homem adulto, lembra, foi possível graças à domesticação do gado e ao desenvolvimento de tecnologias de refrigeração, de pasteurização e ultra-pasteurização, do envase e à distribuição que permitiram sua industrialização e sua fácil disponibilidade para o mercado consumidor.

Segundo ela, o trabalho de revisão procurou buscar argumentos favoráveis e contrários ao consumo de leite pelos adultos e examiná-los e discuti-los com base em fundamentações científicas.

Ela entende que realmente existem pessoas que não devem consumir leite, da mesma forma que outras não devem consumir outros tipos de alimentos como trigo e soja, por exemplo, porque lhes causam alergias ou provocam reações indesejáveis no organismo.

Mitos e fatos sobre o leite

Entre os mitos analisados no livro, a docente destaca a afirmação de que o homem é o único animal que continua ingerindo leite na fase adulta.

Ela rebate dizendo que os animais mamíferos adultos também bebem leite desde que lhes seja ofertado e isso não acontece por se tratar de um alimento caro. O desmame dos animais ocorre porque o leite precisa ser preservado para as novas crias.

A propósito, ela lembra que o soro do leite resultante da fabricação do queijo é utilizado para alimentar porcos adultos.

Constitui para ela outro mito a afirmação de que o homem não necessita incluir leite na sua dieta.

Ela diz que isso até pode ser verdadeiro desde que se fique atento a outras fontes de cálcio, o que não é fácil. E esclarece: "Todo cálcio que o ser humano precisa pode vir dos vegetais, a exemplo do que acontece com animais como girafa e elefantes, que vivem de folhas. Mas a comparação dificilmente atende às necessidades humanas porque os animais passam muitas horas do dia se alimentando. A biodisponibilidade de cálcio nas folhas é pequena comparada ao leite e existem ainda alguns fatores antinutricionais que dificultam sua absorção, o que torna seu aproveitamento mais difícil".

Ela afirma que quem não consome leite e derivados e não se alimenta de vegetais ricos em cálcio poderá vir a desenvolver osteoporose.

A pesquisadora lembra que à exceção da manteiga, que é obtida da porção gordurosa do leite, a grande fonte de cálcio é constituída pelo leite e derivados. Três copos, do tipo americano, de leite diários são suficientes para atender cerca de 75% das recomendações nutricionais do organismo. Para obter as mesmas quantidades de cálcio, com a ingestão do leite, é necessário o consumo de um grande volume de vegetais, o que não é frequentemente observado na dieta da maioria das pessoas.

Entre os fatos envolvendo o consumo de leite por adultos, Adriane comenta a intolerância à lactose, que é o açúcar que se encontra apenas no leite de todos os mamíferos. O fato de dois terços da população mundial serem resistentes à lactose serve de argumento para os que são contrários ao consumo do leite, considerando-o alimento não adequado na fase adulta.

Intolerância à lactose

Essa intolerância é decorrente de o organismo cessar ou reduzir a produção da enzima que quebra esse açúcar. A professora explica que certas pessoas depois do desmame perdem a capacidade de secretar essa enzima ou a produzem menos.

Aí surgem os sintomas da intolerância, como diarreia osmótica, cólicas, flatulência, dor e distensão abdominal. Como mostra o livro, essa intolerância está relacionada também a fatores raciais.

No Brasil, devido à miscigenação, apenas 25% da população apresenta intolerância à lactose, porcentagem muito baixa em relação à de muitos países. Na África, na China e no Japão quase toda a polução é intolerante a esse açúcar. Mas em países como a Nova Zelândia, Austrália e em regiões como o norte europeu a intolerância à lactose é mínima.

Adriane explica que essa adaptação orgânica está relacionada a fatores históricos, envolvendo domesticação do gado e consumo de produtos lácteos que propiciaram uma mutação genética que favorece a produção da enzima necessária para quebra do açúcar do leite. Ou seja, a intolerância original à lactose foi se modificando com o consumo de leite, o que não aconteceu com os que não o utilizavam em suas dietas.

Para ressaltar a importância alimentar do leite e o seu papel como alimento funcional, a pesquisadora lembra que a China, onde tradicionalmente não se consome o produto, ele começa a ser introduzido, naturalmente sem lactose. Com a decisão, o governo pretende não só reduzir os altíssimos índices de osteoporose verificados no país como o problema da baixa estatura da população.

Alergias causadas pelo leite

A docente menciona ainda o fato de o leite ser considerado um dos alimentos mais alergênicos, o que para ela é verdade.

O produto está no topo do grupo dos alimentos que causam alergia. Por quê?

Adriane lembra que a amamentação com leite materno em geral tem sido muito curta sendo logo substituída pela alimentação com leite de vaca. Na tenra idade, o trato digestório da criança apresenta permeabilidade maior para que ela possa adquirir os anticorpos presentes no leite da mãe.

Devido a essa permeabilidade maior, com a introdução precoce do leite de origem animal o organismo da criança acaba gerando anticorpos contra as proteínas que desconhece. Essa alergia, explica a professora, não aconteceria ou diminuiria muito se a criança fosse amamentada com leite materno até o sexto mês.

Pelo menos as gerações mais antigas acreditam piamente que ingerir leite com manga faz mal ou pode levar à morte. Adriane conta que essa é uma lenda que surgiu na época da escravatura para que os negros consumissem as mangas abundantes e preservassem o leite para os senhores. Ela diz que, para que a crença se estabelecesse, muitos escravos foram envenenados e adoeceram ou até morreram. Hoje nas gôndolas dos supermercados encontram-se iogurtes sabor manga.

No passado, conta Adriane, acreditava-se que o leite, como alimento neutro, seria bom para o tratamento de gastrite. Segundo ela, existem pessoas com gastrite que submetidas ao tratamento com leite pioram porque, nesses casos, ele ativa a acidez do estômago. Embora esse efeito varie de intensidade de pessoa para pessoa, ela conclui que o leite pode não ser um bom alimento para os portadores do problema.

5 de out de 2010

Tenistas que gemem durante jogos obtêm vantagem, sugere estudo.

http://www.educacaofisica.com.br//destaques/home/imagens/0410_31.jpgAtrapalhando o adversário

Os grunhidos proferidos por alguns tenistas durante partidas podem lhes garantir vantagens reais sobre seus oponentes, segundo um estudo científico.

Testes realizados por pesquisadores dos EUA e do Canadá mostraram que, do ponto de vista dos adversários, "sons de fora interferem no desempenho, fazendo com que suas respostas sejam mais lentas e menos precisas".

Algumas estrelas do tênis, como Martina Navratilova, chegaram a criticar os gemidos de adversários.

Enquanto isso, Maria Sharapova e Rafael Nadal estão entre os tenistas mais "barulhentos" em quadra.

O estudo, divulgado pela publicação Plos ONE, da Public Library of Science, foi feito a partir de testes com 33 estudantes na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Vantagens de gemer

Os estudantes assistiram a centenas de vídeos que mostravam um jogador - que por vezes gemia - dando raquetadas à esquerda ou à direita. Às cobaias cabia determinar rapidamente a direção da bolinha.

"Quando o vídeo continha gemidos, os participantes (do estudo) não só reagiam mais lentamente, como tinham um nível de precisão menor. Então podiam ser pegos no contrapé, se estendermos (o cenário) a uma quadra de tênis real", disse à BBC o autor do estudo, Scott Sinnett.

A pesquisa disse, ainda, que os grunhidos poderiam dificultar o adversário se este tentasse prever a curva ou a velocidade da bola a partir do som feito pela raquete.

2 de out de 2010

Dá para emagrecer dormindo? Sim, é só fazer musculação.

http://www.educacaofisica.com.br/destaques/home/imagens/3009_13.jpgAo pensar em alguma atividade para emagrecer, invariavelmente a corrida, bicicleta, caminhada, ou seja, exercícios aeróbicos, são os primeiros da lista. O que você provavelmente não sabe é que, a longo prazo, o gasto de energia em musculação pode ser superior. E se você está destreinado, os exercícios de força consomem mais energia em menos tempo.

As atividades aeróbicas queimam gordura, mas só após certo tempo. Já os exercícios mais intensos e não tão longos, como a musculação, queimam reservas mais rápidas encontradas no músculo, como o ATP, o glicogênio e a creatina. Por isso, têm a fama de não ajudar no emagrecimento.

No entanto, nas horas posteriores (e mesmo dias depois), o corpo precisa recuperar as reservas energéticas utilizadas no esforço. Além disso, é preciso recuperar as células musculares e aumentar o volume de músculo (hipertrofia) como adaptação ao esforço sofrido. Para tudo isso o corpo utiliza energia, as tão famosas calorias, que vêm em sua maior parte das reservas de gordura. O total gasto durante o treino deve ser visto junto com o que foi gasto nas horas posteriores.

Assim, o total de energia gasta em um treino de musculação com maior intensidade e menor duração pode ser semelhante ao de um treino aeróbio mais longo. Uma pessoa destreinada pode não aguentar tanto tempo de corrida quanto seria necessário para emagrecer. Já na musculação, com intervalos, é possível começar com treinos que já consomem mais energia.

Emagreça dormindo

A musculação proporciona a alteração da composição corporal: ganha-se (ou pelo menos mantêm-se) os músculos, que constituem a massa magra, e perde-se gordura, a massa gorda. O professor Tiago Poggio, da academia Bio Ritmo, comenta que “o emagrecimento deve estar relacionado com a perda de massa gorda e não de massa muscular”.

Nessa conta, muitas vezes o efeito não aparece na balança, pois a massa muscular pesa mais do que a gordura, ocupando um volume menor. Ou seja: podemos emagrecer visivelmente, ganhando músculos e perdendo medidas, sem que isso seja perceptível no peso.

A massa magra também acelera o nosso metabolismo: os músculos gastam mais energia para se manter do que a gordura. Com isso, o aumento da massa magra acarreta um aumento da energia necessária para manter o corpo vivo no seu dia a dia (taxa metabólica de repouso). Assim, o ganho de massa muscular contribui para o aumento do gasto energético em repouso, e você emagrece dormindo.

Um pequeno aumento da massa magra provoca um aumento quase insignificante do metabolismo, mas algumas alterações fisiológicas (ainda não completamente explicadas) indicam que a musculação gera um aumento do metabolismo desproporcional ao ganho de massa muscular, bem mais significativo para o total de energia gasta em um dia.

Dieta mais exercício

Assim como qualquer outro exercício, a musculação não faz milagre. Ela terá efeitos muito maiores se combinado com uma alimentação adequada, o que não significa passar fome. O corpo precisa de uma série de nutrientes para compor a nova massa muscular, para isso, uma alimentação balanceada é essencial.

Na falta de alimento, a primeira coisa que o corpo faz é diminuir a massa muscular, pois ela consome muita energia. Mas, segundo o professor Paulo Gentil, presidente do Gease (Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios) e autor do livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas”, pesquisas mostram que mesmo em dietas muito restritivas, a musculatura é preservada se a pessoa fizer musculação e a massa gordurosa é perdida. Já se a dieta rigorosa for feita junto ao treino aeróbico, há perda de peso semelhante, mas também perde-se massa muscular, diminuindo o metabolismo de repouso. O ideal é consultar um nutricionista para adequar a dieta ao exercício e a seus objetivos de perda de peso.