10 de set de 2009

Dois em cada dez brasileiros têm asma

Os casos de asma são cada vez mais frequentes no Brasil. Alguns médicos dizem que a culpa é da poluição causada pela fumaça dos carros.

Há novos medicamentos, novas terapias que ajudam a reduzir os sintomas da doença. No ano passado, 180 mil brasileiros foram parar no hospital com crises de asma. Um dos motivos é o crescimento econômico do país.

A asma atinge as vias aéreas, os canais dentro do pulmão, que inflamam, incham e dificultam a passagem do ar. Em 2007, mais de 2,2 mil pessoas morreram vítimas da doença no Brasil.

Os médicos observaram que o número de casos de asma tem aumentado em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Dois em cada dez brasileiros têm a doença. Uma das teorias que explicam esse crescimento é a poluição dos carros.

A fumaça do cigarro também é um veneno para quem tem a doença, assim como a poeira, o mofo, ácaros. A boa notícia é que de 2000 para cá, o número de internações vem diminuindo no Brasil, segundo o especialista Rafael Stelmach, em uma média, de 7,5 mil casos por ano. A explicação é que mais doentes tem tido acesso aos remédios na rede pública.

“Apesar de melhor tratados, o Brasil ter recursos que não tínhamos no passado, as pessoas ainda não estão aderindo aos tratamentos. Se estivessem, não teriam crises tão graves que justificariam a internação”, alerta o pneumologista Rafael Stelmach.

Os pesquisadores buscam novas drogas para tratar a doença, mas já perceberam que a vida moderna, que afasta as crianças do contato com a terra, também acaba contribuindo para que alergias e doenças respiratórias sejam presença constante.

“Elas não se expõem a algumas substâncias. Provavelmente, no futuro, quando são expostas, desenvolvem alergias”, explica Lilian Ballini Caetano, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Um dos tratamentos indicados para a asma é o exercício físico. Muitos asmáticos se tornam atletas de sucesso. É o caso da corredora portuguesa Rosa Mota e do judoca Aurélio Miguel, que foi medalhista olímpico.

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