7 de set. de 2009

Pesquisa aponta que 28% dos atletas são viciados em exercícios

São Paulo - Crises de abstinência, ansiedade, problemas psicológicos, de sono, de humor e fadiga crônica. Esses são os sintomas mais comuns de pessoas que possuem algum tipo de vício. E eles não são diferentes no caso dos viciados em exercícios. De acordo com a pesquisa do Centro de Estudo em Psicobiologia do Exercício, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), 28% dos atletas brasileiros profissionais ou recreacionistas apresentam um comportamento excessivo que caracteriza o distúrbio.

No estudo, 400 atletas brasileiros, sendo 200 de elite, com nível internacional em diversas modalidades, foram analisados e comparados com 200 praticantes amadores de atividade física. Foi possível identificar o vício em quase 30% dos voluntários com base em questionários psicológicos e observação. A pesquisa também mostrou que, entre os que apresentaram a dependência, há grande incidência de pessoas que sofrem de transtornos de imagem corporal, como anorexia (perda ou ausência de apetite) ou vigorexia (excesso de preocupação com o crescimento dos músculos).

De acordo com a Unifesp, os principais indícios de que o exercício se tornou um vício são: estreitamento de repertório, preocupação excessiva com o corpo ou alimentação, perda de interesse social por causa do treino, opção de treinar mesmo com ambiente desfavorável e comportamento compulsivo. Embora a prática de exercícios físicos seja recomendada, a dependência e o excesso são prejudiciais à saúde e à qualidade de vida.

6 de set. de 2009

Pessoas canhotas são mais rápidas, diz estudo

Transferência de informações no cérebro deles é mais ágil para tarefas difíceis
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Nacional Australiana indica que a transferência de informações entre os lados direito e esquerdo do cérebro é mais rápida nas pessoas canhotas.

Para chegar a esse resultado, 80 voluntários canhotos foram submetidos a testes de cognição que avaliavam a velocidade com que eles executavam determinadas atividades, como jogar no computador e localizar letras semelhantes nos campos visuais da esquerda e da direita.

Os testes mostraram a correlação entre a rapidez com que a informação é transferida entre os lados direito e esquerdo do cérebro e a rapidez com que os voluntários localizavam as letras semelhantes.

Comparando estes resultados aos obtidos em testes feitos com pessoas destras, constatou-se que os indivíduos canhotos eram 43 milésimos de segundo mais rápidos do que os destros e que quanto maior era a tendência da pessoa em usar a mão esquerda, melhor ela processava a informação pelos dois lados do cérebro.

Os cientistas explicam que as pessoas tendem a usar os dois lados do cérebro para tarefas muito rápidas ou muito difíceis, e para tarefas que exigem muita informação, como jogos de computador, dirigir em ruas e estradas lotadas e na prática de esportes, por exemplo, o que indica uma maior facilidade dos canhotos em executar determinadas tarefas.